O alerta veio em tom de urgência e sem rodeios: durante o Seminário Mato-Grossense de Prevenção ao Feminicídio, realizado nesta terça-feira (14), a gravidade da violência contra a mulher em Mato Grosso foi exposta por meio de dados preocupantes, que mostram a repetição de casos e um padrão cruel — a maioria dos crimes ocorre dentro de casa e é praticada por pessoas próximas às vítimas. Neste ano, inclusive, já foram registrados 13 feminicídios, número acima da média quando comparado ao mesmo período anterior, que contabilizou 8 casos.
Diante desse cenário, o secretário da Casa Civil, Mauro Carvalho, adotou um discurso firme e incisivo, cobrando uma mudança imediata de postura da sociedade. Ele destacou que o Estado enfrenta um desafio complexo, mas que não pode mais ser ignorado ou tratado com normalidade.
“O que nós estamos vendo hoje exige uma reação urgente. Não dá mais para aceitar esses índices como se fossem parte do nosso cotidiano. Precisamos enfrentar isso de frente, com coragem, e principalmente com conscientização. A população precisa entender que é necessário agir de forma diferente”, afirmou.
O secretário também chamou atenção para o papel da família na formação de valores, apontando que a raiz do problema está, muitas vezes, na ausência de respeito e de princípios básicos dentro de casa. Para ele, o combate à violência passa, inevitavelmente, pela educação e pela construção de relações mais saudáveis.
Em um momento mais pessoal, Mauro Carvalho reforçou sua vivência como marido, pai e avô para destacar a importância do convívio e do respeito às mulheres. “Eu sou casado há 41 anos, tenho filhos e netos, e sei o quanto essa convivência é fundamental. O que está faltando, muitas vezes, é essa base, é o respeito ao próximo, é entender que não podemos continuar convivendo com esse tipo de violência”, declarou.
Ao final, ele reforçou que o enfrentamento ao feminicídio exige união entre poder público e sociedade, com ações contínuas de conscientização e mudança cultural. Segundo o secretário, só com esse esforço coletivo será possível frear a escalada da violência e construir um ambiente mais seguro para as mulheres em Mato Grosso.





























