A Justiça da Itália autorizou nesta quinta-feira (26) a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL), condenada pelo STF a 10 anos de prisão por invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Zambelli deixou o Brasil em maio de 2025, passando pela Argentina e pelos Estados Unidos antes de chegar à Itália.
A decisão da Corte de Apelação italiana é uma etapa do pedido formalizado pelo Supremo Tribunal Federal, assinado pelo ministro Alexandre de Moraes, e ainda pode ser contestada pela defesa antes do encaminhamento final ao governo italiano. Zambelli permanece presa em Roma, onde as autoridades locais avaliam risco de fuga.
A ex-parlamentar, que tem cidadania italiana, se declarou vítima de perseguição e afirmou nas redes sociais que pretende provar sua inocência. Em 2025, o STF condenou Zambelli e o hacker Walter Delgatti Neto por inserirem documentos falsos nos sistemas do CNJ, com o objetivo de questionar a legitimidade da Justiça brasileira. Delgatti recebeu pena de oito anos e três meses de prisão.
Após a condenação, Zambelli perdeu o mandato parlamentar. Em dezembro de 2025, enviou carta de renúncia à Câmara dos Deputados, mantendo que sua “consciência permanece livre”, mas sem alterar as condenações que a tornam inelegível.
O processo de extradição enfrentou atrasos, com quatro adiamentos de audiências desde novembro de 2025, incluindo apresentação de novos documentos e adesão da defesa a greve de advogados em Roma. O caso segue sob análise das autoridades italianas antes da decisão final.















