A possibilidade de mudanças no comando da Casa Civil voltou a movimentar os bastidores políticos de Mato Grosso. Durante entrevista à rádio CBN Cuiabá, o presidente do PRD no estado, Mauro Carvalho, admitiu que pode retornar ao cargo caso seja convidado pelo vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), em um eventual governo após a saída do governador Mauro Mendes (União) para disputar o Senado.
Segundo Carvalho, até o momento o único convite oficial feito por Pivetta foi para atuar na pré-campanha ao governo do Estado. A partir desse chamado, ele afirmou ter iniciado conversas com diversas lideranças políticas para ajudar na articulação do projeto eleitoral.
Nos bastidores, no entanto, começaram a circular especulações sobre um possível retorno dele ao comando da Casa Civil — considerada uma das pastas mais estratégicas da estrutura do governo estadual. O próprio dirigente reconheceu que o assunto passou a ganhar força diante das discussões sobre uma eventual mudança no Palácio Paiaguás.
“Começaram a surgir várias conversas no sentido de o Mauro Carvalho retornar para a Casa Civil do Estado de Mato Grosso. Se o Otaviano me convidar para retornar, com certeza eu irei contribuir nesse mandato de nove meses do Otaviano Pivetta”, afirmou.
Carvalho também destacou que o próprio Pivetta ainda aguarda uma definição oficial de Mauro Mendes sobre uma possível renúncia para disputar o Senado. Segundo ele, enquanto essa decisão não for confirmada publicamente, qualquer mudança mais ampla no secretariado estadual permanece em compasso de espera.
Apesar de admitir a possibilidade de retorno ao governo, Carvalho disse que esse cenário não fazia parte de seus planos pessoais, mas ressaltou que está à disposição do grupo político caso o projeto avance.
“Você faz parte de uma conjuntura política, de um arco de alianças, e todo mundo tem que estar à disposição para contribuir com um projeto maior, que é o desenvolvimento social e econômico do Estado de Mato Grosso”, declarou.
Mauro Carvalho deixou o comando da Casa Civil em 2022, ainda durante a gestão de Mauro Mendes, alegando na época que precisava se dedicar ao partido e também às suas atividades empresariais.

































