Mato Grosso deve confinar 1,33 milhão de bovinos em 2026, alta de 43,41% em relação às 928,67 mil cabeças registradas no ano passado, segundo levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). A projeção, porém, é 7,71% menor que a estimativa divulgada em abril, quando o estado esperava confinar 1,44 milhão de animais.
A redução nos preços de insumos como milho, caroço de algodão, DDG e farelo de soja ajudou a estimular a atividade, mas o custo da diária de confinamento subiu para R$ 13,62 por cabeça. A valorização dos animais de reposição é apontada como um dos principais fatores de pressão sobre os pecuaristas.
O preço da reposição é a maior preocupação entre os produtores consultados, à frente das cotações do boi gordo e de fatores políticos e externos. Para o segundo semestre, 80,74% dos animais confinados devem ser destinados ao abate, com quase metade das entregas prevista entre setembro e novembro.
A concentração dos abates ocorre em um período de atenção para o mercado da carne bovina, diante da dependência das exportações e das oscilações nos preços. Parte dos pecuaristas já recorre a contratos a termo e operações na B3 para reduzir riscos, enquanto o setor mantém a expectativa de crescimento do confinamento, apesar da necessidade de maior capital e da cautela com a rentabilidade.


















