O preço do petróleo Brent ultrapassou os US$ 105 por barril nesta segunda-feira (16), em meio à escalada da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, que entra em sua terceira semana. A alta ocorre enquanto países do Golfo relatam novos ataques iranianos e o mercado acompanha a instabilidade no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial.
O barril do Brent crude abriu acima de US$ 106, mas operava em queda de 0,34% por volta das 8h10, cotado a US$ 102,79. Apesar da oscilação, o valor acumula alta superior a 40% desde o início do conflito. Já o petróleo de referência dos EUA também registrava recuo, mas mantém valorização próxima de 50% no período.
A tensão no Estreito de Ormuz intensificou a preocupação com o abastecimento global. Segundo relatos do mercado, a interrupção do tráfego de cargas na região elevou a incerteza, levando produtores a reduzir a produção. A empresa Rystad Energy estima que mais de 12 milhões de barris por dia deixaram de ser produzidos em pouco mais de uma semana.
O impacto não se limita ao setor energético. Bolsas asiáticas fecharam em direções distintas, enquanto os futuros dos índices americanos operavam em alta nesta manhã, após novas perdas em Wall Street na última sexta-feira (13). Na ocasião, os principais índices dos EUA encerraram a semana em queda, pressionados pela disparada do petróleo acima de US$ 100 e pelo temor de inflação.
A escalada dos preços do petróleo aumenta a pressão sobre a inflação global e pode dificultar decisões de política monetária, especialmente nos Federal Reserve. Com o aumento das expectativas inflacionárias e dados recentes mostrando alta nos preços ao consumidor, investidores acompanham de perto os próximos movimentos econômicos em meio ao cenário de guerra e instabilidade no Oriente Médio.














