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Relator aponta fraude de mais de R$ 156 milhões em depoimento de empresária

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O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), afirmou que empresas ligadas à empresária Ingrid Pikinskeni Morais Santos receberam mais de R$ 156 milhões desviados de aposentados e pensionistas. A declaração foi feita nesta segunda-feira (23), durante depoimento da investigada à comissão. Segundo ele, os valores teriam origem em um esquema de fraudes envolvendo recursos do INSS.

Ingrid foi apontada como destinatária de recursos ilícitos oriundos da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares (Conafer). Ela é esposa e sócia de Cícero Marcelino de Souza Santos, indicado como operador e assessor da presidência da entidade, comandada por Carlos Roberto Ferreira Lopes, que está foragido. O relator afirmou que as empresas do casal integram uma “teia de pagamento de propina” a servidores do instituto.

A empresária compareceu à CPMI amparada por habeas corpus concedido pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que lhe garantiu o direito de permanecer em silêncio. Embora tenha admitido ser diretora das empresas, ela disse que não tinha conhecimento de fraudes e atribuiu ao marido a gestão operacional e financeira dos negócios. Segundo Ingrid, Cícero “traiu” sua confiança e ela se dedicava exclusivamente à criação dos filhos desde 2015.

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Durante a sessão, Ingrid passou mal e o depoimento foi suspenso, sendo retomado sem a presença dela. Alfredo Gaspar lamentou o estado de saúde da empresária, mas afirmou que o esquema investigado envolve desvio bilionário que prejudicou milhões de aposentados e pensionistas. Ele declarou que o objetivo da comissão é responsabilizar todos os envolvidos.

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