A Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (PJC-MT) cumpriu, na manhã desta sexta-feira (6), a terceira e última fase da Operação Short Code, que investiga crimes cibernéticos e ataques difamatórios contra a atual diretoria da Unimed Cuiabá. A nova gestão assumiu a cooperativa após a identificação de um rombo de R$ 400 milhões causado por irregularidades administrativas.
Nesta etapa, a Justiça determinou a desativação de perfis em redes sociais e de um site criados com o objetivo de atacar a cooperativa e seus dirigentes. O descumprimento da ordem pode resultar em multa diária de R$ 10 mil. Também foi imposta a proibição de contato entre os investigados, por qualquer meio de comunicação.
Os mandados foram cumpridos em Cuiabá e nas cidades de Aparecida de Goiânia e Morrinhos, em Goiás. Segundo a Polícia Civil, os alvos estão impedidos de fazer novas publicações ou reativar conteúdos antigos envolvendo a Unimed, seus diretores ou prestadores de serviço, em qualquer formato, como textos, imagens, vídeos, lives, links ou conteúdo patrocinado, sob pena de multa de R$ 10 mil por postagem.
A investigação teve início em junho de 2025, na primeira fase da operação, quando foram identificados disparos massivos de mensagens SMS com acusações anônimas e caluniosas contra a diretoria. De acordo com a Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), os investigados usavam short codes para atrair médicos cooperados a acessar páginas com conteúdos difamatórios, em tentativa de desestabilizar a imagem da nova gestão.
































