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Conflitos no campo em Mato Grosso crescem 137% e estado lidera ranking de violência rural

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Um relatório da Comissão Pastoral da Terra (CPT), divulgado em outubro, revelou um aumento de 137,25% nos conflitos no campo em Mato Grosso em 2024, em comparação ao ano anterior. O número de pessoas envolvidas nesses confrontos cresceu ainda mais: 518,27%. O estado aparece entre os mais violentos do país em praticamente todas as tipificações analisadas, com indígenas e assentados entre as principais vítimas.

Os dados mostram um cenário alarmante. Houve crescimento de 3.004,6% nos incêndios em áreas de conflito e de 661,1% na destruição de pertences, 25% de todos os casos registrados no Brasil ocorreram em Mato Grosso. As regiões Nordeste (40%) e Norte (34,5%) lideram os índices, mas o Sudeste e o Sudoeste do estado também tiveram aumento expressivo de 150% nos casos.

Entre as formas de violência, o relatório aponta alta de 229,4% no desmatamento ilegal, 223,7% em ameaças de despejo e 200,3% nas invasões. Fazendeiros, empresários, garimpeiros e grileiros são citados como os principais agentes de agressão, com crescimento de 180% nos crimes atribuídos a empresários e 150% aos grileiros.

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Os conflitos pela água também se intensificaram, com aumento de 87,5% nas ocorrências e 723,9% no número de famílias afetadas. O relatório ainda aponta 250 famílias intoxicadas por agrotóxicos em disputas de terra — o sexto maior número do país. Segundo a CPT, 63% dos incêndios em áreas de conflito ocorreram na Amazônia Legal, com Mato Grosso liderando o ranking nacional de violência no campo.

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