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Entre a maré e o mercado: o equilíbrio que Santa Catarina precisa reencontrar

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Santa Catarina vive um dia em que natureza e economia testam a capacidade de resposta do poder público.

Enquanto o mar avança sobre casas e ruas em Florianópolis, o governo estadual encara pressão sobre compras sem licitação e o setor produtivo busca fôlego diante das oscilações do comércio exterior.

Em meio a tanta instabilidade, o estado precisa decidir: vai continuar reagindo — ou finalmente começar a planejar?

Compras sem licitação reacendem debate sobre transparência

O governo catarinense voltou ao centro do debate após novas compras sem licitação, levantando dúvidas sobre critérios e controles de gastos.
A justificativa técnica não elimina a percepção política: falta coerência entre o discurso de austeridade e a prática da dispensa de concorrência.
Transparência não é obstáculo para agilidade — é o que separa eficiência de conveniência.

Exportações em alta, mas alertas persistem

Dados divulgados pela FIESC apontam que as exportações catarinenses cresceram 5% entre janeiro e setembro, alcançando o segundo maior valor da história do estado.

Motores elétricos, carnes e madeira seguem liderando as vendas, com destaque para os portos do Norte e do Vale.

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Por outro lado, as exportações para os EUA caíram 55% após o aumento de tarifas. O recado é claro: Santa Catarina precisa diversificar mercados e investir em valor agregado — depender de um só destino é uma fragilidade disfarçada de sucesso.

Maré alta histórica atinge Florianópolis

A natureza também cobrou seu preço.
Uma maré de até 1,40 metro atingiu o litoral da capital, derrubando muros, danificando imóveis e expondo a vulnerabilidade das áreas costeiras.
A prefeitura intensificou ações emergenciais, mas a pergunta é recorrente: até quando vamos tratar eventos climáticos como surpresas e não como rotina?
Planejamento urbano e infraestrutura costeira precisam deixar o improviso para trás.

EM RESUMO:

Santa Catarina se equilibra entre marés políticas e econômicas.

De um lado, o governo tenta justificar gastos e apagar incêndios administrativos; de outro, o setor produtivo enfrenta um mundo comercial mais competitivo.

E no meio de tudo isso, Florianópolis luta para não ser engolida — nem pelas águas, nem pela falta de planejamento.

O estado que exporta para o mundo ainda precisa aprender a cuidar melhor de si.

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