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Justiça segura demolições na Praia Mole, municípios no vermelho e tempo instável: SC entre decisões e incertezas

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Santa Catarina encerra outubro como começou: dividida entre decisões de peso, economia em compasso de espera e um clima que insiste em lembrar que estabilidade é conceito relativo.
A Justiça Federal freia a pressa das demolições na Praia Mole, enquanto mais de 40% dos municípios fecham o mês com contas desequilibradas e a chuva persiste no litoral.

Entre Brasília, Porto Alegre e Florianópolis, o estado termina o mês testando sua maturidade institucional.

. Justiça Federal mantém suspensão da demolição dos bares da Praia Mole

A Corte Especial do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre, negou por unanimidade os recursos apresentados pelo Ministério Público Federal (MPF), pela União e pelo Ibama, que pediam a demolição imediata dos empreendimentos da Praia Mole, em Florianópolis.

A decisão — tomada nesta quinta-feira (30/10) — mantém a suspensão das liminares e garante que os estabelecimentos permaneçam de pé até o julgamento definitivo dos recursos apresentados pelos empresários, que buscam acordo e revisão da sentença de 1º grau.

O relator, desembargador federal João Batista Pinto Silveira, foi acompanhado por todos os membros da Corte, que negaram provimento aos agravos internos interpostos pelos órgãos federais.

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Na prática, a decisão preserva a área até o julgamento de todos os recursos.

 

A Prefeitura de Florianópolis comemorou o resultado como uma vitória jurídica e institucional — enquanto ambientalistas reforçam que o tema ainda não está encerrado.
Mais que um caso de praia, é um retrato da cidade: o embate entre legalidade, preservação e desenvolvimento.

. Municípios catarinenses sob pressão fiscal: 42% com déficit

Levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) aponta que 42% das prefeituras de Santa Catarina operam com déficit fiscal neste fim de 2025.

A dificuldade em equilibrar receitas e despesas compromete investimentos e manutenção de serviços básicos.

Para prefeitos e vereadores, o desafio é político: como falar em obras e inovação com o caixa no limite?

Gestão pública, como o clima catarinense, não perdoa descuido.

. Consumo familiar reage, mas com cautela

O índice de intenção de consumo das famílias catarinenses subiu 0,7% em outubro, após quatro meses seguidos de retração.

Apesar da leve alta, o movimento ainda reflete insegurança — a recuperação ocorre de forma desigual entre regiões, com destaque para o litoral e os polos industriais.

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A retomada existe, mas é mais psicológica do que estrutural: a confiança do consumidor ainda depende de estabilidade real.

. Clima segue instável no litoral e planaltos

A Defesa Civil mantém observação para chuvas isoladas e ventos moderados no litoral e planaltos de Santa Catarina até o fim de semana.
O mês termina como um lembrete: infraestrutura urbana e drenagem precisam andar junto com o planejamento climático — não atrás dele.

EM RESUMO:

Santa Catarina fecha outubro entre avanços e esperas.

A Justiça impõe prudência na Praia Mole.
Os cofres municipais pedem socorro.
O consumo ensaia retomada tímida.
E o tempo segue sem dar trégua.

O saldo do mês é simbólico: o estado que corre atrás do futuro ainda precisa aprender a caminhar direito no presente.

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