MATO GROSSO

Parlamentares de MT cobram neutralidade da UFMT após manifestação pró-MST

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) protagonizou um embate político acalorado nesta quarta-feira (20) ao aprovar uma moção de repúdio contra a reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Marluce Souza. O motivo foi a defesa pública que ela fez ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), alvo constante de críticas no parlamento estadual. A proposta foi apresentada pelo deputado Gilberto Cattani (PL) e recebeu aval do plenário.

 

A reação dos deputados ocorreu após um evento de três dias promovido pelo MST dentro do campus da UFMT, em Cuiabá, que transformou o espaço acadêmico em palco de militância política. Durante as atividades, foram erguidas bandeiras do Partido dos Trabalhadores (PT), além de símbolos exaltando os regimes de Cuba e Venezuela e manifestações em apoio à Palestina, o que gerou forte polêmica e críticas sobre a utilização de uma instituição pública de ensino para fins ideológicos.

 

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, a reitora da UFMT declarou que o MST é um movimento “justo de distribuição de terra” e garantiu que a universidade “estará sempre aberta para esses trabalhadores”. Para o deputado Gilberto Cattani (PL), a fala representa uma tentativa de colocar a instituição “a serviço de um movimento político e ideológico”.

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Na moção aprovada, Cattani reforçou que a UFMT deve se limitar ao ensino, pesquisa e extensão, “sem se transformar em palco para atividades de caráter partidário”, além de destacar que o MST é conhecido por invasões de propriedades privadas, o que, segundo ele, “coloca em risco a ordem no campo”.

 

“Não se trata de liberdade de expressão pessoal, mas de evitar que uma instituição pública seja usada para promover grupos políticos e ideológicos”, afirmou Cattani.

 

Com a aprovação da moção de repúdio, a Assembleia Legislativa registrou oficialmente posição contrária à manifestação da reitora e cobrou neutralidade da UFMT. Apenas os deputados Lúdio Cabral e Edna Sampaio, ambos do PT, votaram contra.

 

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