Após mais de 47 horas de ocupação, a oposição no Senado decidiu desobstruir o plenário principal da Casa nesta quinta-feira (7), horas antes da sessão deliberativa convocada pelo presidente Davi Alcolumbre (União-AP). O gesto, segundo o líder oposicionista Rogério Marinho (PL-RN), visa permitir a retomada dos trabalhos legislativos e marca uma tentativa de reabertura do diálogo com a presidência do Senado.
“Fizemos um esforço hoje, junto aos nossos pares, e estamos neste momento nos retirando da Mesa do Senado da República para que os trabalhos possam fluir normalmente”, afirmou Marinho. Ele também destacou que a oposição seguirá atuando nas pautas de interesse do país, após dias de impasse e silêncio entre os grupos.
Nos bastidores, senadores da oposição consideraram que a mobilização teve êxito, com o restabelecimento de canais de negociação. Na noite de quarta-feira (6), Alcolumbre se reuniu com integrantes do grupo e sinalizou disposição para levar suas pautas ao debate com outros líderes. Uma das prioridades é o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, que já conta com 41 assinaturas de senadores em ofício protocolado.
Com a desocupação, fica descartada a possibilidade de uso do “bunker” do Senado, uma sala isolada usada na pandemia, para condução da sessão desta quinta. Entre os projetos a serem votados está o reajuste da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até dois salários mínimos, texto que precisa ser aprovado até o dia 11 para não perder validade.
















