Líder do bloco oposicionista “Vanguarda”, que reúne senadores do PL, Republicanos e do PP, o senador mato-grossense Wellington Fagundes defende que projetos prioritários a serem votados sejam anistia aos bolsonaristas condenados e impeachment do ministro Alexandre de Moraes.
Por Humberto Azevedo
O líder do bloco oposicionista “Vanguarda” ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, senador Wellington Fagundes (PL-MT), Chamou nesta terça-feira 5 de agosto, o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) de “omisso” antes de do parlamentar amapaense classificar a invasão bolsonarista de ocupar as Mesas Diretoras da Câmara dos Deputados e do Senado Federal de “exercício arbitrário”.
Ao lado de outros colegas oposicionistas do bloco “Vanguarda”, o senador mato-grossense informou que participou da ocupação simbólica da Mesa Diretora como forma de pressionar Alcolumbre a “retomar o diálogo com os senadores da oposição e garantir o funcionamento democrático do parlamento” para deliberar com urgência projetos como a que concede anistia política aos bolsonaristas condenados nos atos em que aconteceu a quebradeira das sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023, além do pedido de impeachment do ministro da Suprema Corte, Alexandre de Moraes, que colocou o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro em prisão domiciliar nesta última segunda-feira, 4 de agosto, por descumprir medidas cautelares.
Durante a invasão, Fagundes reforçou que o Senado deve zelar pelo equilíbrio entre os Poderes e não pode se omitir diante de solicitações legítimas. O oposicionista cobrou uma postura institucional por parte da presidência do Senado. Por fim, o senador mato-grossense destacou que a manifestação não é contra as instituições, mas uma “defesa do pleno funcionamento da democracia e da independência entre os Poderes”.
“Estamos aqui, na mesa do Senado, fazendo uma obstrução física, buscando, principalmente, fazer com que o presidente Davi venha para o diálogo com as oposições. Esse é o nosso papel, fazer com que esse país seja o país da liberdade, da democracia plena, do respeito às oposições e às minorias. É assim que funciona o Congresso Nacional numa democracia plena”, manifestou o líder do bloco “Vanguarda”.
“Davi Alcolumbre precisa cumprir seu papel constitucional e dar andamento aos pedidos que estão engavetados, ele foi eleito por todos nós, precisa pautar esse pedido, ouvir os pares e não atender apenas aos interesses do governo. (…) O Senado deve ser a casa da democracia, do diálogo, onde o presidente da Casa exerce sua liderança ouvindo os senadores. Não podemos aceitar que um único Poder queira se sobrepor aos demais. O que estamos vivendo é um momento de exceção”, complementou Fagundes.





















