MATO GROSSO

Licenças, salário e silêncio: Emanuel Pinheiro adia retorno à Assembleia pela 3ª vez

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Mais uma vez, o ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), adiou seu retorno ao funcionalismo público na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Desta vez, ele solicitou 450 dias de licença-prêmio por assiduidade, conforme portaria publicada nesta sexta-feira (04).

Este é o terceiro afastamento de Pinheiro desde que deixou a Prefeitura. Os dias de licença referem-se à soma de cinco quinquênios de trabalho com registro de frequência regular.

Com direito a 90 dias por quinquênio, Emanuel Pinheiro acumulou 450 dias de licença-prêmio, autorizados por portaria e programados para ocorrer entre julho de 2025 e setembro de 2026.

Desde seu retorno formal à Assembleia Legislativa em janeiro, após encerrar o segundo mandato como prefeito de Cuiabá, esta é sua terceira solicitação de afastamento consecutiva. Embora esteja nomeado como técnico legislativo, com salário de R$ 13.409,80, Emanuel não exerce a função desde 2016, quando se licenciou para concorrer ao Executivo municipal.

Coincidentemente, o fim da nova licença se aproxima do período eleitoral de 2026, o que, segundo a legislação, impede seu retorno ao serviço público caso opte por disputar um novo cargo. O calendário, portanto, pode favorecer uma transição direta entre afastamento e eventual campanha.

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Enquanto acumula afastamentos e licenças, Emanuel Pinheiro mantém o cargo, o vínculo e o salário — mas não o expediente. A extensão da licença até às vésperas do período eleitoral de 2026 mantém em aberto a dúvida que muitos já levantam nos bastidores: o ex-prefeito retornará ao trabalho ou se apenas fará escala rumo à próxima campanha.

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