MATO GROSSO

Michelle recebe apoio de Gisela após expor desentendimento com Flávio; Paula critica divulgação

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A divulgação do vídeo em que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) relata ter sido humilhada pelo senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) repercutiu entre políticos de Mato Grosso. Enquanto a deputada federal suplente Gisela Simona (União) saiu em defesa de Michelle e classificou o episódio como um caso de violência política de gênero, a presidente da Câmara de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), criticou a decisão de tornar o conflito público em período eleitoral.

Para Gisela, o relato da ex-primeira-dama evidencia uma realidade enfrentada por muitas mulheres na política. “O que ela coloca ali é algo que, infelizmente, acontece com frequência. Como se nós não entendêssemos de política, como se não tivéssemos capital político e protagonismo. E nós temos”, afirmou. A parlamentar também defendeu o momento escolhido por Michelle para se manifestar e disse que “o importante é que ela falou a verdade”.

A deputada ainda avaliou que o episódio reflete o machismo estrutural presente na política e destacou o trabalho desenvolvido por Michelle à frente do PL Mulher. Segundo ela, se a situação envolvesse um homem, dificilmente haveria questionamentos sobre sua capacidade de atuação política. Gisela também acredita que o pedido de desculpas feito por Flávio pode abrir caminho para uma reconciliação da família antes das eleições.

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Já Paula Calil lamentou a exposição do desentendimento e afirmou que o conflito deveria ter sido resolvido internamente. “Os alinhamentos, o diálogo, tinham que ter sido resolvidos internamente. Uma situação que ocorreu lá atrás, trazer só agora a público. Por quê?”, questionou.

Michelle publicou o vídeo na quarta-feira (24), afirmando que Flávio Bolsonaro a tratou de forma ríspida durante uma ligação telefônica ao discutir decisões sobre o palanque do PL no Ceará. Segundo a ex-primeira-dama, o senador disse que ela “havia chegado ontem e não entendia nada de política”, declaração que deu início à nova crise pública envolvendo a família Bolsonaro.

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