Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Enem impulsiona ingresso no ensino superior e mobiliza escolas em todo o país

Foto: Divulgação

publicidade

Prova só é realizada em novembro, mas, desde agora, muitos estudantes já se preparam

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) tem se consolidado como uma das principais portas de entrada para o ensino superior no Brasil. Realizado anualmente em novembro, o exame permite o ingresso em universidades públicas e possibilita o acesso a bolsas de estudo em instituições privadas, por meio de programas do governo federal.

Criado em 1998, o Enem tem como objetivo avaliar o desempenho dos estudantes ao final da educação básica. Podem participar tanto alunos que estão concluindo o ensino médio quanto aqueles que já o finalizaram em anos anteriores.

Ao longo dos anos, o exame passou por importantes mudanças. Em 2004, passou a ser utilizado como critério para concessão de bolsas por meio do Programa Universidade para Todos (ProUni). Em 2009, sua metodologia foi aperfeiçoada, e o Enem se tornou um dos principais mecanismos de acesso ao ensino superior. No ano seguinte, foi integrado ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu), consolidando-se como o maior e mais completo exame educacional do país.

A cada edição, milhares de candidatos realizam a prova do Enem. Entre eles estão jovens que ainda cursam o ensino médio e desejam testar seus conhecimentos, alunos do terceiro ano que almejam ingressar em uma graduação — especialmente na disputada e sonhada Medicina —, além de outras formações superiores. Também participam pessoas que concluíram os estudos há algum tempo e enxergam no exame uma chance de retomar à vida acadêmica e conquistar o tão desejado diploma universitário.

Diante da relevância do Enem, escolas e colégios vêm se organizando com mais antecedência para preparar seus alunos de forma eficaz. O Colégio Fato, integrante do grupo Fato Educacional e parceiro do Sistema COC de Ensino, tem se destacado por adotar metodologias específicas ao longo do ano letivo, com foco em estratégias que potencializem o desempenho dos estudantes e aumentem suas chances de aprovação em instituições públicas e privadas.

Atualmente, a escola conta com uma ampla gama de ferramentas e recursos pedagógicos, incluindo tecnologias desenvolvidas e aprimoradas durante a pandemia, que continuam a enriquecer o processo educacional e a contribuir para uma formação mais completa dos alunos.

Segundo o coordenador pedagógico do Colégio Fato, Geraldo Rodrigues — que também atua como professor de matemática e tem mais de 30 anos de experiência na área da educação — o planejamento voltado para o Enem é feito com base nos dados e tendências observadas nas edições anteriores do exame.

Há cinco anos à frente da coordenação, Geraldo destaca que o trabalho com os alunos é contínuo e fundamentado em metas pedagógicas claras, com foco na preparação sólida ao longo dos anos. Ele ressalta que a escola realiza um acompanhamento estratégico dos estudantes que pretendem prestar o Enem, direcionando os conteúdos, simulados e orientações conforme as exigências e o perfil da prova.

“Baseamo-nos, primeiramente, nas datas divulgadas pelos institutos que promovem os processos seletivos, como o Enem e vestibulares afins. A partir disso, elaboramos um planejamento e uma programação para os nossos alunos, que vai desde o primeiro dia de aula até a véspera dos exames. Nossa rotina conta com seis aulas diárias, de segunda a sexta-feira, e realizamos simulados praticamente a cada quinze dias”, explica Geraldo.

Leia Também:  Colégio da Capital promove corrida de rolimã com temática cinematográfica

 A rede educacional tem incorporado, em sala de aula, a aplicação de provas e simulados com o objetivo de acompanhar o desempenho dos alunos ao longo do tempo. Esse processo é conduzido com monitoramento contínuo, orientações específicas e estímulos adequados, sempre sob a supervisão de um profissional especializado.

Esse profissional realiza um mapeamento detalhado para identificar os principais obstáculos enfrentados pelos estudantes. A partir dessa análise, ele atua em conjunto com os professores na definição de estratégias pedagógicas para superar as dificuldades e promover a evolução do aprendizado. Entre as ações desenvolvidas estão a resolução frequente de exercícios e o incentivo à prática constante dos conteúdos.

Geraldo ressalta que esse trabalho se estende a todas as disciplinas, com metodologias que visam facilitar a assimilação dos conteúdos trabalhados em sala de aula, contribuindo para que os alunos absorvam de forma mais eficiente o que é ensinado.

“Aplicamos essa lógica em todas as disciplinas. Quando identificamos um aluno com dificuldade em biologia, matemática, redação ou qualquer outra matéria, a primeira etapa é o mapeamento: localizamos exatamente onde estão essas dificuldades e, em seguida, definimos as estratégias necessárias para superá-las”, destaca. 

Ainda de acordo com a coordenação, os alunos apresentam algumas dificuldades recorrentes, principalmente em disciplinas da área de exatas, como matemática, física e química. No entanto, um dos maiores desafios identificados tem sido a redação, devido ao peso significativo dessa prova na composição da nota final do Enem.

Diante disso, o colégio tem intensificado o trabalho com os estudantes nessas áreas, oferecendo reforço direcionado e acompanhamento contínuo. Para o coordenador Geraldo Rodrigues, essas disciplinas são fundamentais na definição do futuro acadêmico dos alunos, e merecem atenção especial ao longo de toda a preparação.

 

Gustavo vai prestar o Enem pela segunda vez. Em 2024, participou apenas como experiência, mas, agora, está focado em conquistar a tão desejada vaga em uma universidade. Além das aulas presenciais, ele reforça sua preparação em casa, assistindo a videoaulas de professores especializados.

Tendo uma identificação com biologia e matemática, o estudante também tem se empenhado em melhorar o desempenho em disciplinas que considera mais desafiadoras, como física e química. Apesar das dificuldades, avalia que tem evoluído graças ao acompanhamento pedagógico e à dedicação dos professores em sala de aula.

“Física. Química, eu não estou com dificuldade, por incrível que pareça. Eu pensei que ia ter muita dificuldade no início do ano, no início do curso, mas eu gosto muito da aula do professor de química. Só que física é bem complicado de entender. Por incrível que pareça, eu gosto da matéria, mas eu não entendo a matéria”, conta. 

Por outro lado, a estudante Gabrieli Aguiar, de 17 anos, também está no 3º ano do Ensino Médio e vem se dedicando intensamente à preparação para o Enem. Natural de Arenápolis, ela se mudou para a capital no início do ano com o apoio dos pais, motivada pelo sonho de ingressar no curso de Medicina. Como segunda opção, Gabriele também considera seguir carreira em Biomedicina, com o objetivo de atuar na área de perícia criminal.

Leia Também:  Inscrições para concurso público de professor na Udesc Joinville vão até 7 de outubro

 

Durante a manhã, ela estuda em uma escola pública, e no período da tarde frequenta o cursinho preparatório oferecido pelo Colégio Fato. A rotina semanal é exigente, mas ela mantém o foco. À noite, ao chegar em casa, continua os estudos por conta própria, revisando conteúdos e resolvendo exercícios com base nas apostilas vistas ao longo da semana. Todo esse esforço tem refletido em um bom desempenho escolar, com notas positivas nos boletins.

Portanto, para Gabrieli, que tem afinidade com matemática e demonstra interesse por biologia e química, os maiores desafios no período de estudos têm sido as disciplinas da área de exatas e também alguns conteúdos de humanas. Apesar das dificuldades, ela destaca o empenho dos professores em desenvolver aulas dinâmicas e didáticas, o que tem contribuído para sua evolução e maior compreensão dos temas abordados.

“Física é uma matéria complicada. Eu tenho muita dificuldade na área de humanas, porque acredito ser mais voltada para as exatas. Mas acho que consegui conciliar bem. Este ano, o Marcelão, com a didática dele, tem sido muito bom. É um professor que eu consegui entender bastante”, completa Gabrieli. 

Além das aulas regulares, o curso preparatório tem desempenhado um papel fundamental no reforço do aprendizado da Gabrieli, que destaca como essa combinação entre escola e cursinho tem sido decisiva para seu desenvolvimento acadêmico:

“Eu aprendi aqui e lá eu só exercitei, praticamente. Eu aprendi aqui, e lá fiz os exercícios. Em química aconteceu muito isso, biologia também — foram as matérias onde mais senti que aprendi. História do Brasil também casou bastante com o que eu vi aqui. O curso deu suporte para a escola e me ajudou bastante nessa questão. Eu acho que o curso está sendo muito bom”, finaliza.

 

Diante do empenho e da dedicação dos alunos que almejam ingressar em uma universidade, o trabalho dos professores também ganha destaque. É o caso do professor Frankes Márcio Batista, que ministra aulas de geografia desde 1995. 

 

No Colégio, onde atua há 20 anos, dá aulas de geografia voltada para o Enem e também para concursos públicos, com ênfase em geografia regional e do estado de Mato Grosso.

“Hoje temos o Enem, que mudou completamente a forma de enxergar certas disciplinas. Antes, as áreas do conhecimento eram dissociadas — cada um estudava sua matéria de forma isolada. Hoje, não é mais assim. O modelo atual exige uma integração, o que chamamos de conteúdo integrador. A pessoa que sabe apenas matemática, por exemplo, não é suficiente. É preciso entender matemática em relação com outras áreas”, explica Batista.

O professor reforça que o verdadeiro propósito de toda a jornada educacional deve ser formar indivíduos preparados não apenas para o Enem, mas para a vida.

“É importante que continuem estudando. O estudo traz frutos duradouros para as nossas vidas. Ele não gera resultados imediatos, como um prêmio da Mega-Sena, que vem de forma rápida e inesperada”, finaliza. 

 

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade