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Medidas de ajuste fiscal

Ciro Nogueira e Antonio Rueda afirmam que PP e União Brasil não aceitam propostas de Haddad para equilibrar as contas públicas

“É preciso entender que são duas e não apenas uma a coluna do orçamento: receita e despesa. Só aceitaremos examinar qualquer discussão fiscal se a coluna das despesas estiver no centro do debate. Pelo bem do Brasil, pelo bem dos Brasileiros”, finaliza a nota do PP e do União Brasil. (Foto: divulgação / Liderança União Brasil na Câmara)

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Em nota distribuída nesta quarta-feira, 11 de junho, às duas legendas que no último mês de maio oficializaram uma federação partidária para a disputa das próximas eleições, afirmam ainda que é preciso cortar despesas e não criar aumento de impostos.

 

Por Humberto Azevedo

 

O senador Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do Partido Progressista (PP), e o presidente do União Brasil, o pernambucano Antonio Rueda, afirmaram na tarde desta quarta-feira, 11 de junho, que os dois partidos não aceitam as propostas anunciadas pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para equilibrar as contas públicas e enquadrar o orçamento da União dentro da política de arcabouço fiscal aprovada em 2023.

 

Em nota distribuída nesta quarta-feira, 11 de junho, às duas legendas que no último mês de maio oficializaram uma federação partidária para a disputa das próximas eleições, afirmaram ainda que é preciso cortar despesas e não criar aumento de impostos. “Taxar, taxar, taxar não pode e não será nunca a saída. É preciso cortar despesas”, disparam em nota distribuída após entrevista concedida no salão verde da Câmara dos Deputados.

 

“É cortar desperdícios urgente! A escalada de desequilibro fiscal criada pelo atual governo entrou numa rota sem saída. A cada novo rombo no orçamento, o governo sobrecarrega a sociedade e os que produzem com mais impostos. Depois, gasta mais. E volta com mais impostos. E esse ciclo da taxação sem fim só aumenta e o Brasil real só perde. Ninguém ganha com um governo pantagruélico, pesado, oneroso, incapaz de oferecer serviços mínimos que a sociedade espera e que, ao mesmo tempo, custa cada vez mais e entrega cada vez menos para o cidadão”, diz um trecho da nota distribuída pelas duas legendas partidárias.

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“Ao invés de ostentar luxos sustentados pelo combalido bolso dos brasileiros, o governo deveria ser o primeiro exemplo de austeridade. Nosso percentual de arrecadação em relação ao PIB supera à da média do G7. As maiores economias do mundo arrecadam menos e oferecem muito mais ao seu povo. Se o governo não assumir sua parte e apresentar propostas reais de enxugar essa máquina pesada e pouco eficiente, nós não aceitaremos entregar essa conta aos brasileiros”, complementa a nota da federação União Progressista.

 

RICOS

 

Para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a ideia do governo para evitar o aumento do Imposto de Operações Financeiras (IOF), iniciativa que foi bombardeada quando anunciada há duas semanas, é taxar fintechs, e casas de apostas esportivas (bets).

 

“Quem vai pagar são os super-ricos que sempre escaparam da conta. Assim, em vez de pesar no bolso do trabalhador, o foco está nos privilégios do topo da pirâmide, enquanto os direitos sociais da população serão mantidos!”, garante Haddad.

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Em resposta a nova ideia de Haddad, Nogueira e Rueda, na nota da federação partidária União Progressista avaliam que o aumento de impostos proposto pelo Ministério da Fazenda “destrói” o incentivo para produzir, encarecendo o custo de produção, afastando investimentos, e adiando a criação de empregos.

 

“Imposto demais é veneno, não remédio. Por tudo isso, os presidentes da União Progressista e seus líderes anunciam que irão reunir as bancadas do Senado e da Câmara para decidir fechar questão contra qualquer proposta de aumento de impostos que não venha acompanhada de uma vigorosa e crível lista de cortes a desperdícios na coluna de despesas”, completa a nota dos partidos que juntos possuem 109 deputados e 14 senadores.

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