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Vorcaro deve colaborar com investigações e descarta “delação seletiva”, dizem interlocutores

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Interlocutores do banqueiro Daniel Vorcaro afirmam que ele vai responder a todas as perguntas dos investigadores no âmbito do caso envolvendo o Banco Master. Segundo aliados, a ideia de uma “delação seletiva” não se sustenta e a estratégia do empresário seria de colaboração ampla com as autoridades.

De acordo com essas fontes, Vorcaro teria até interesse pessoal em negociar uma delação, mas reconhece que sua situação jurídica se agravou e que, neste momento, a colaboração integral seria o único caminho possível. A avaliação interna é de que ele não teria margem para restringir informações aos investigadores.

A possibilidade de qualquer acordo seletivo, segundo interlocutores, dependeria exclusivamente dos responsáveis pela investigação, o que não estaria em discussão no momento. O caso é acompanhado pelo ministro André Mendonça, relator no Supremo Tribunal Federal, além da atuação conjunta da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República.

Nos bastidores, Mendonça tem sinalizado que todas as frentes do caso deverão ser esclarecidas, enquanto integrantes da investigação rejeitam a possibilidade de acordos informais ou “arranjos” no processo. Paralelamente, o ministro passou a ser alvo de críticas de setores que o associam à antiga força-tarefa da Operação Lava Jato, leitura considerada sem base por interlocutores do processo.

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No fim de semana, Vorcaro recebeu na Superintendência da Polícia Federal o advogado Sérgio Leonardo em dois encontros consecutivos. Ele atua na defesa desde o início do caso e orienta a construção de uma possível estratégia de colaboração premiada, ao lado do advogado José Luís de Oliveira Lima, que também integra a equipe de defesa e possui experiência em acordos de delação.

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