A vice-prefeita de Cuiabá, Coronel Vânia Rosa, decidiu se pronunciar de forma contundente após oficializar sua saída do Partido Novo e ingresso no Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Em entrevista ao programa Roda de Entrevista, da TV Mais Cuiabá, ela adotou um tom firme e reflexivo para enfrentar as críticas que surgiram com a mudança, classificando como superficial a tentativa de associar sua conduta pessoal à sigla partidária que passou a integrar.
Ao comentar o fato de o MDB ter sido o partido do ex-prefeito Emanuel Pinheiro, Vânia enfatizou que instituições são formadas por indivíduos, cada um responsável por seus próprios atos. Para ela, é um equívoco atribuir a toda uma legenda os erros ou acertos de uma única pessoa. A vice-prefeita reforçou que caráter, postura e capacidade administrativa não são transferíveis nem determinados por filiação partidária.
Em sua fala, Vânia destacou que sua trajetória política e seus princípios permanecem intactos, independentemente da mudança de legenda. Segundo ela, a decisão foi estratégica e alinhada a projetos administrativos, e não uma ruptura com valores pessoais. A gestora fez questão de afirmar que não houve transformação de identidade, ressaltando que ética e compromisso com a gestão pública não dependem da bandeira partidária.
Para ilustrar seu argumento, a vice-prefeita recorreu à experiência na Polícia Militar, comparando a filiação partidária ao uso da farda. Assim como o uniforme não garante, por si só, a integridade de um policial, a sigla não certifica automaticamente a conduta de um político. Ela lembrou sua atuação na corregedoria da corporação para reforçar que responsabilidade individual é o que define reputações.
Por fim, Vânia criticou a cultura política baseada em narrativas e marketing, afirmando que muitas vezes a imagem pública se sobrepõe ao trabalho efetivo. Sem recorrer a discursos inflamados, defendeu que gestores devem ser avaliados por suas ações concretas e resultados entregues à população. Ao encerrar, deixou claro que pretende ser julgada pelo que faz na administração municipal — e não pelo partido ao qual está filiada.































