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Vamos entender a transição da vida urbana para o campo

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Como influenciador digital, recebo diariamente centenas de perguntas sobre como é feita a transição da vida na cidade para o campo. São dúvidas constantes dos meus mais de 40 mil seguidores nas redes sociais, e minha resposta quase sempre segue a mesma linha: a preocupação. Afinal, você está preparado? Sua família também está? Já fez um checklist para avaliar os prós e os contras dessa mudança?
É preciso refletir sobre questões básicas: o que você pretende fazer no campo? Já pensou nos desafios que pode encontrar? Está muito enganado quem acredita que basta colocar a mudança em um caminhão e se aventurar.

 

Antes de tudo, pergunto: você tem alguma origem rural? Sabe lidar com a rotina do campo? Entende como funciona uma lavoura, sabe construir uma cerca, um curral, um chiqueiro, um galinheiro ou até um fogão caipira? Consegue plantar capim para alimentar um rebanho?Os desafios são inúmeros.

 

A nova infraestrutura está pronta? Há cercas adequadas, boa oferta de água e pastagens? Imagine chegar ao local com suínos e eles invadirem a propriedade vizinha — costumo dizer que porcos são um “arado vivo”. Ou ainda levar um touro que pula a cerca e compromete a genética do rebanho do vizinho.

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É importante definir qual será o objetivo da propriedade. Será apenas para lazer, para receber amigos e familiares, ou para trabalho? A chácara servirá como fonte de renda, complemento financeiro ou apenas um hobby? Quem se muda para uma fazenda geralmente já possui uma estrutura financeira mais sólida. Já sítios e chácaras costumam ser menos estruturados e exigem maior planejamento.

 

Um conselho essencial é pesquisar bem antes de adquirir uma propriedade. Converse com moradores da região sobre clima, regime de chuvas, fertilidade do solo, presença de pedras, disponibilidade de água, ventos fortes, tempestades, rios que secam, morrarias, ervas daninhas, cupins e formigas cortadeiras. Sempre que possível, hospede-se próximo à área onde pretende comprar terras. Quanto mais informações reunir, melhor será sua decisão.

 

Outro ponto fundamental é a fonte de renda. Se você já tem conhecimento sobre a vida no campo, tudo se torna mais fácil. Caso contrário, é importante entender práticas básicas como preparo e correção do solo, calagem, adubação e manejo. Com máquinas e ferramentas adequadas, o cenário muda completamente. Já iniciar apenas com enxada, foice e machado torna o processo muito mais difícil.
Existem diversas possibilidades de renda no campo: apicultura, piscicultura, criação de vacas leiteiras, produção de queijos e derivados, cultivo de cana-de-açúcar para rapadura e melado, criação de galinhas caipiras, cabras, ovelhas, além de outras atividades como horticultura e fruticultura.

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Entre as culturas mais viáveis estão quiabo, milho (para pamonha, curau e pipoca), batata-doce, abóbora, banana, melancia, mandioca, gergelim, hortaliças e frutas regionais, tanto para venda in natura quanto para a produção de doces artesanais. Depois de analisar todos os pontos positivos e negativos, a decisão final é sua. Reúna a família, avaliem juntos o que é melhor para todos e façam uma escolha consciente. Assim, evitam-se frustrações futuras e o famoso “chorar pelo leite derramado”.

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