O senador Jayme Campos, em entrevista à imprensa na noite desta segunda-feira (6), após deixar a sede do União Brasil em Cuiabá, amenizou a declaração do governador Mauro Mendes, que semanas atrás afirmou que sua candidatura à reeleição estava garantida. Jayme disse que disputar a recondução é um processo natural por já ocupar o cargo, mas ressaltou que a decisão final sobre seu futuro político só será tomada em 2026.
O parlamentar afirmou que está avaliando concorrer tanto ao Senado quanto ao Governo de Mato Grosso em 2026. “Tenho feito belas conversas, quase como uma oitiva com a sociedade mato-grossense. O que tenho como hábito é conversar com o povo. Eu não faço política de cúpula”, revelou.
Segundo ele, seu nome tem boa aceitação e a decisão final só será tomada no próximo ano, levando em conta mudanças partidárias e a opinião do União Brasil.
A reunião desta segunda-feira no partido, que tinha como objetivo definir a posição de Jayme, também foi marcada por tensão e desencontros. O governador Mauro Mendes, presidente estadual do União Brasil, atrasou sua chegada, e por volta das 20h45, Jayme e alguns aliados deixaram o local sem esperar pelo encontro completo, deixando no ar incertezas sobre seu futuro político e a escolha entre Senado e governo.
O governador chegou à sede do União Brasil por volta das 20h50, acompanhado do secretário de Segurança Pública, coronel César Roveri, mas encontrou apenas Botelho, Aécio e Berinho. A reunião rapidamente se concentrou na montagem da chapa de candidatos a deputado estadual, deixando no ar a indefinição sobre o papel de Jayme Campos nas eleições de 2026. Aliados do senador afirmam que ele busca autonomia para decidir seu caminho político, avaliando que, no momento, teria mais chance em uma eventual disputa pelo governo, ainda que o cenário possa mudar até o próximo ano.
O encontro surgiu após declarações de Mauro garantindo a Jayme espaço apenas para tentar a reeleição ao Senado, mas sem abertura para concorrer ao governo, o que foi visto como um recado velado do governador, que mantém proximidade com o vice Otaviano Pivetta (Republicanos), apontado como possível sucessor.
No tabuleiro interno do partido, Mendes conta com o apoio do presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, enquanto Jayme segue próximo a Davi Alcolumbre (União-AP), deixando clara a divisão de forças e tensão no partido. Com isso, a incógnita continua e em qual será a decisão de Jayme Campos para o próximo pleito.































