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Relações sino-brasileiras

Terceiro dia da agenda da comitiva do MIDR na China foca em segurança hídrica, meio ambiente e oportunidades comerciais

Comitiva do MIDR segue para o terceiro dia de agendas na China (Foto: Alexandre Costa / Secom-MIDR)

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Durante missão em Pequim, representantes do governo brasileiro apresentaram proposta de criar espaço dedicado à Amazônia e à Mata Atlântica na plataforma de comércio eletrônico chinesa.

 

Por Humberto Azevedo

 

No terceiro dia da agenda da comitiva do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) na China, o foco é avançar em parcerias em segurança hídrica, meio ambiente e oportunidades comerciais começando na Universidade de Hohai, da cidade de Nanjing, província de Jiangsu, referência internacional em recursos hídricos e engenharia costeira.

 

A comitiva, liderada pelo ministro Waldez Góes, foi recebida pelo vice-presidente da instituição, professor Lu Guobin, e por representantes de diversas faculdades e departamentos estratégicos. O objetivo é ampliar a cooperação acadêmica, institucional e empresarial entre os dois países.

 

Além do encontro na Universidade de Hohai, estão previstas visitas ao Laboratório Nacional de Defesa contra Desastres Hídricos, onde acontecerá reunião de trabalho e discussões sobre futuras parcerias nas áreas de meio ambiente, agricultura e gestão de riscos. Em seguida, o ministro se reunirá com o vice-governador-executivo de Jiangsu, Ma Xin, e outras autoridades provinciais.

 

Neste terceiro encontro, serão tratados oportunidades de cooperação em desenvolvimento regional, com atenção especial à região amazônica. Entre os temas, preservação ambiental, gestão de recursos hídricos e fortalecimento das relações bilaterais. Mais tarde, Góes participa de encontro promovido pelo Conselho Chinês de Promoção de Comércio Internacional (CCPIT) – sub-conselho de Jiangsu, em reunião que busca atrair investimentos para a Amazônia e aproximar empresas chinesas de setores estratégicos, como energia limpa, agricultura familiar, processamento de alimentos e logística sustentável.

 

PARCERIA AMBIENTAL

 

Considerando o papel estratégico do setor de comércio eletrônico para aproximar mercados e valorizar produtos associados à bioeconomia e ao desenvolvimento regional, a comitiva do MIDR em reunião com representantes do grupo de comércio eletrônico chinês “JD.com”, uma das maiores plataformas do setor daquele país, foram debatidos oportunidades de parceria com plataformas chinesas para ampliar o comércio de produtos provenientes de cooperativas agrícolas tradicionais brasileiras, com destaque para a Amazônia.

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Tendo em vista a realização da 30ª edição da Conferência sobre Mudança no Clima das Nações Unidas (COP-30), que acontecerá neste ano, em novembro, na capital paraense, o ministro Góes orientou uma aproximação estratégica entre a “JD.com” e as Agências Brasileiras de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX) e de Desenvolvimento Industrial (ABDI), juntamente com a embaixada do Brasil na China.

 

A JD se posiciona como um parceiro comercial estratégico para o Brasil devido a sua extensa rede logística, que abre espaço para a promoção de agroindústrias voltadas à exportação de produtos de alto valor agregado. Entre eles: cacau, café, castanha, açaí, artesanato, biofármacos, biocosméticos e frutas processadas típicas da floresta Amazônica, como cupuaçu, pupunha e buriti. Essas cadeias produtivas fortalecem a agricultura familiar, geram empregos e promovem inclusão econômica com responsabilidade ambiental.

 

O encontro com a JD também abriu espaço para discutir frentes complementares de cooperação, como o desenvolvimento de novas tecnologias industriais adaptadas ao contexto amazônico e investimentos em fontes renováveis de energia. Essas iniciativas contribuem para consolidar uma economia regional mais sustentável, inovadora e conectada ao mercado internacional, ao mesmo tempo em que reforçam a parceria Brasil–China na troca de tecnologias e no aumento do intercâmbio comercial.

 

“Estamos especialmente interessados em discutir a viabilidade da criação de um Pavilhão ‘Floresta Amazônica e Mata Atlântica’ dentro da plataforma JD. Essa iniciativa poderia funcionar como uma vitrine para produtos brasileiros vinculados a cadeias sustentáveis, permitindo que o consumidor chinês tenha acesso direto a itens que geram renda local e ajudam na conservação dos nossos biomas”, afirmou Góes.

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Já o secretário nacional de desenvolvimento regional do MIDR, Daniel Furtado, ressaltou que o diálogo com o setor privado chinês ganha ainda mais importância com a operação da nova rota marítima entre o Porto de Gaolan, na cidade de Zhuhai, e o porto de Santana, no Amapá.

 

Por sua vez, o presidente do Banco da Amazônia, Luiz Lessa, aproveitou a ocasião para convidar a JD a visitar o Brasil, propondo a organização de uma feira ou exposição dedicada a produtos da bioeconomia. A ideia é que, com a participação da APEX Brasil e do próprio banco, os representantes da plataforma possam conhecer de perto a variedade e a qualidade dos itens oferecidos, permitindo avaliar a viabilidade de testes de marketing na China. 

 

“Quando citam a construção de armazéns fora da China, vejo o Brasil com um grande potencial, não apenas territorial, mas também para o fortalecimento da nova rota Brasil-China entre Zuhai e Santana. Em razão disso, nos interessa saber como empresas de diferentes portes se engajam e entram nessa plataforma de compra”, pontuou Furtado.

 

“A partir do conhecimento direto dos produtos disponíveis, podemos identificar quais têm maior potencial de aceitação no mercado chinês e qual é a capacidade de entrega dos produtores”, destacou Lessa.

 

Com informações de assessoria.

 

Legenda: Waldez Góes e o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), ex-ministro responsável pela Secom da Presidência da República, durante visita a sede da empresa “JD.com”, uma das maiores plataformas de comércio eletrônico da China. (Foto: Alexandre Costa / Secom-MIDR)

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