Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) protagonizaram neste domingo (9), na Band, o primeiro debate do primeiro turno para o governo de São Paulo, em um confronto que antecipou o clima de uma eventual disputa de segundo turno. Sem outros candidatos com representatividade no Congresso, os dois concentraram os ataques na gestão estadual, no governo federal, no combate ao crime organizado e no tarifaço dos Estados Unidos. Haddad tentou nacionalizar a eleição ao associar Tarcísio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), enquanto o governador passou a defender o ex-presidente ao longo do debate e a criticar a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A segurança pública foi o principal ponto de tensão entre os candidatos. Haddad criticou os índices de violência contra mulheres, os roubos de celulares e as escolhas de Tarcísio no combate ao crime organizado, enquanto o governador destacou operações de inteligência, aumento do efetivo policial e ações contra a estrutura financeira das facções. O momento mais acalorado ocorreu quando Tarcísio citou uma imagem de Haddad ao lado de uma mulher que, segundo ele, comandava o tráfico na favela do Moinho. O petista reagiu, questionou por que ela não havia sido presa e afirmou: “Então você respeita, baixa essa bola.”
Educação, privatizações e investimentos também provocaram divergências. Haddad classificou como grave o desempenho paulista no ensino público e criticou o uso de plataformas digitais, enquanto Tarcísio apresentou resultados de sua gestão e defendeu a ampliação do ensino profissionalizante, das escolas de tempo integral e do uso de inteligência artificial. Na discussão sobre privatizações, o petista questionou a venda da Sabesp e as concessões de transporte e chamou o governador de “meio de decoreba”, ao criticar a forma como ele apresentou números e dados durante o confronto.
Nas considerações finais, Tarcísio pediu ao eleitor uma nova oportunidade para continuar no governo e destacou ações em segurança, educação, saúde, habitação e infraestrutura. Haddad, por sua vez, afirmou que o governador não cumpriu promessas e criticou a apresentação de obras ainda em andamento como resultados da atual gestão. O petista também atacou o prefeito Ricardo Nunes (MDB), aliado de Tarcísio, e fez uma acusação envolvendo um contrato de Wi-Fi e o PCC.

















