O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou nesta sexta-feira (10) que a privatização da Sabesp foi essencial para garantir a sustentabilidade da empresa. Segundo ele, sem a mudança, a companhia poderia perder espaço no mercado com o avanço do novo marco do saneamento.
De acordo com o governador, o fim dos contratos programados obrigaria a realização de licitações, abrindo espaço para concorrentes assumirem serviços antes operados pela estatal. “Se outra empresa entrasse no mercado da Sabesp, haveria perda de algo fundamental no saneamento, que é a escala e o compartilhamento de infraestrutura”, declarou.
A privatização foi concluída em setembro de 2024, com a venda de parte das ações e arrecadação superior a R$ 14 bilhões. O processo foi contestado judicialmente, mas, em março de 2026, o Supremo Tribunal Federal rejeitou, por unanimidade, ações que questionavam a desestatização, sem analisar o mérito dos pedidos.
O governador também comentou o projeto do túnel entre Santos e Guarujá, afirmando que o Estado tem condições de bancar integralmente a obra, caso necessário. A declaração ocorre após o Tribunal de Contas da União suspender temporariamente repasses federais, apontando necessidade de ajustes na parceria.













