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STF forma maioria para manter os direitos políticos da ex-presidente Dilma Rousseff

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom

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Por R7 NOTÍCIAS 

O Supremo Tribunal Federal formou maioria para manter os direitos políticos da ex-presdiente Dilma Rousseff (PT) após o impeachment de 2016. A presidente da Corte, Rosa Weber, defendeu o arquivamento do caso sem a análise do caso por entender que os três pedidos analisados não cumprem os requisitos processuais. Acompanharam a tese os ministros Edson Fachin, Dias Toffoli, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. O ministro Alexandre de Moraes acompanhou o voto da relatoria parcialmente.

Os ministros restantes – André Mendonça, Nunes Marques, Gilmar Mendes, Roberto Barroso e Luiz Fux -tem até o final desta sexta (22) para incluírem seus votos.

A Corte analisou um conjunto de ações que questionam a manutenção dos direitos políticos da ex-presidente após o processo de impeachment. Na época, as votações foram fatiadas: uma que decidiu pelo afastamento definitivo da Presidência e outro para analisar a perda dos direitos políticos.

Em seu voto, Rosa Weber ressaltou a diferença na quantidade de votos dados nas duas votações. “O quórum constitucional foi alcançado para a perda do cargo, enquanto tal não se verificou no que diz com a inabilitação, a afastar a razoabilidade da pretendida substituição, pela via judicial, do mérito realizado no âmbito do próprio Senado Federal”, disse em seu voto.

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Em setembro de 2016, a atual presidente da Corte negou um pedido de liminar para deixar Dilma inelegível.

Voto com ressalvas

Alexandre de Moraes concordou com Rosa Weber com a “ressalva de entendimento no que concerne à legitimidade do impetrante e à ausência de indicação correta do polo passivo”

As ações foram movidas pelo senador Magno Malta (PL-ES), pelo ex-senador Álvaro Dias (Podemos-PR), pelo deputado José Medeiros (PL-MT) e por partidos políticos.

Moraes defendeu que os responsáveis por levar o caso ao STF “não se insurgem quanto à forma como a votação [do impeachment no Senado] ocorreu, mas apenas em relação ao seu resultado, isto é, a impugnação se dirige ao juízo de mérito da votação dos quesitos, ambas realizadas no processo impeachment.”

O impeachment

Dilma foi acusada de crime de responsabilidade e foi removida do cargo pelo Congresso em 2016. A última sessão de votação no Senado, que decidiu pelo afastamento definitivo, foi conduzida pelo ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Na ocasião, os senadores decidiram por retirar Dilma do cargo, mas os direitos políticos, ou seja, de votar e ser votada, foram mantidos.

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