Durante o evento, foi apresentada uma proposta de Agenda de Ação para a Conferência do Clima na temática de recuperação de áreas degradadas.
Por Humberto Azevedo
Na última semana, entre os dias 25 a 28 de junho, representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) participaram de um simpósio latinoamericano e caribenho sobre pesquisa de carbono do solo (LAC Soil Carbon, sigla em inglês), que integra as agendas da 30ª edição da Conferência sobre mudança do clima das Nações Unidas (COP-30), que acontecerá em Belém no mês de novembro.
O encontro, que aconteceu no Rio de Janeiro (RJ), visa fomentar ações relativas ao carbono, à saúde do solo e à produção agrícola regenerativa para o desenvolvimento socioeconômico e a segurança alimentar em níveis regional e global. Ao longo desses três dias, o simpósio reuniu gestores públicos, pesquisadores, especialistas e profissionais do setor para trocar experiências, apresentar projetos e ideias e discutir os desafios regionais e globais na promoção de práticas agrícolas sustentáveis e na preservação da saúde do solo.
“Os principais resultados apresentados no evento são derivados da iniciativa ‘4 por 1000’, lançada durante a COP21, em Paris. Desde então, houve avanços científicos robustos na contabilização do carbono no solo, e isso vai permitir, no futuro próximo, que o agro se beneficie dessas remoções por meio de mecanismos de mercado, como os créditos de carbono”, disse o diretor do departamento de produção sustentável e irrigação do MAPA, Bruno Brasil.
RAIZ
Durante o evento foi apresentada a “Resilient Agriculture Implementation for Net Zero Land Degradation” (RAIZ, sigla em inglês), que reúne um conjunto de ações multi ministeriais do governo brasileiro, em parceria com a Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO). Além do MAPA, participam dirigentes do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).
O RAIZ funcionará como um acelerador de financiamento para a recuperação de áreas degradadas mundialmente, promovendo segurança alimentar, mitigação das mudanças climáticas, conservação da biodiversidade e combate à desertificação. A proposta será apresentada a países parceiros, com o objetivo de elaborar um plano de trabalho que será levado à COP-30, alinhado ao balanço global do acordo de Paris, firmado na COP-28, em 2023.
O simpósio foi organizado pela Empresa brasileira de pesquisa agropecuária (Embrapa), em parceria com o Centro de Pesquisa de Carbono na Agricultura Tropical (CCARBON) da Universidade de São Paulo (USP), e também com a Universidade Federal de Goiás (UFG), a Associação Rede ILPF e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia – Agricultura de Baixo Carbono (INCT-ABC), e promovido pela Iniciativa Internacional “4 por 1000” e pelo Consórcio Internacional de Pesquisa de Carbono do Solo (IRC).
Com informações de assessoria.




















