Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Setor produtivo defende negociação coletiva para tratar redução da jornada de trabalho

Sylvia Lorena de Sousa alertou para riscos econômicos severos em caso de redução da

publicidade

Representantes do setor produtivo defenderam, em audiência na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, que a negociação coletiva entre empresas e trabalhadores é o melhor caminho para discutir a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. O tema foi debatido nesta terça-feira (7), durante análise de propostas que preveem mudanças na carga horária semanal.

As discussões envolvem duas Propostas de Emenda à Constituição: a PEC 8/2025, que sugere semana de quatro dias de trabalho, e a PEC 221/2019, que reduz a jornada de 44 para 36 horas. Segundo representantes da indústria, alterações impostas por lei podem gerar impactos econômicos, como aumento de custos e pressão sobre os preços ao consumidor.

Dados apresentados pela Confederação Nacional da Indústria indicam que a redução da jornada sem corte salarial pode elevar preços em até 6,2% e provocar queda no Produto Interno Bruto. Entidades dos setores de transporte e comércio também apontaram risco de repasse de custos e dificuldades operacionais, especialmente em atividades que funcionam de forma contínua.

Leia Também:  Câmara analisa projeto do Senado que cria Cadastro Nacional de Pedófilos; acompanhe

Parlamentares, por outro lado, defenderam a discussão sob a ótica da qualidade de vida e da dignidade do trabalhador. O relator das propostas, deputado Paulo Azi, questionou a efetividade da negociação coletiva, enquanto outros deputados destacaram que a redução da jornada pode trazer ganhos sociais. A previsão é que a constitucionalidade das propostas seja votada na comissão ainda em abril.

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade