MATO GROSSO

CUIABÁ

Secretário minimiza crise entre Abilio e vereadores após exclusão de grupo de aplicativo de mensagem

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O Secretário de Governo, Ananias Filho minimizou os impactos da exclusão de seis vereadores de um grupo utilizado para a comunicação entre o prefeito Abilio Brunini (PL) e parlamentares da base aliada. Em entrevista ao site RD News, ele afirmou que o episódio não representa um rompimento político e atribuiu o clima de tensão à disputa pela presidência da Câmara Municipal.

Os vereadores Alex Rodrigues (Podemos), Eduardo Magalhães (Republicanos), Sargento Joelson (Podemos), Katiuscia Mantelli (Podemos), Michelly Alencar (União Brasil) e Doutora Mara (Podemos) foram retirados do grupo na última quinta-feira (9) pelo próprio prefeito. Todos fazem parte do grupo que se posiciona contra a tentativa de reeleição da presidente da Câmara, Paula Calil (PL), apoiada por Abilio.

Ananias afirmou também que o diálogo entre a Prefeitura e os vereadores permanece aberto e que o episódio deve ser encarado como parte das articulações políticas. “Eu acho que foi um evento tranquilo. Os nervos estão um pouco mais acima da medida, da temperatura, por conta da sucessão da presidência. Mas tudo está caminhando dentro da normalidade”, declarou.

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Na avaliação do secretário, os parlamentares terão maturidade para impedir que as divergências políticas interfiram na tramitação de projetos de interesse da população. “Vamos ter paz. Os vereadores de Cuiabá são muito conscientes, todos eles, e vão estar cada um no seu papel com muita tranquilidade”, afirmou durante a entrevista.

A retirada dos vereadores do grupo ocorreu no mesmo período em que parte da Câmara passou a questionar a decisão do prefeito de ingressar com uma ação na Justiça para contestar a exigência de quórum de dois terços dos parlamentares para alterar o Regimento Interno em determinadas votações.

A ação judicial pode influenciar diretamente a eleição da próxima Mesa Diretora. Caso a Justiça autorize a mudança do quórum, a base governista poderá facilitar a aprovação da alteração regimental que permitiria uma nova candidatura de Paula Calil à presidência da Câmara. Atualmente, a vereadora conta com o apoio de 14 parlamentares, mas precisa reunir 18 votos para aprovar a mudança no Regimento Interno.

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