Amin: Senado ou Câmara? O cálculo mudou
Nos bastidores, cresce a avaliação de que Esperidião Amin pode rever a estratégia de buscar a reeleição ao Senado e considerar uma candidatura à Câmara Federal.
Não se trata de recuo automático, mas de leitura de ambiente. Com o campo conservador fragmentado e a possível entrada de novos nomes competitivos, a disputa ao Senado deixou de ser confortável. A Câmara passa a ser alternativa mais previsível, especialmente para quem já tem recall consolidado.
A decisão ainda não está tomada. Mas o simples fato de ser discutida revela que o cenário mudou.
João Rodrigues e a equação da chapa
O prefeito de Chapecó, João Rodrigues, segue articulando seu projeto estadual. Nos bastidores, o nome dele aparece como potencial cabeça de chapa ao governo, com espaço para acomodar alianças estratégicas.
A leitura mais comentada hoje é a possibilidade de abrir diálogo com Amin para compor um arranjo em que o ex-governador dispute o Senado em uma eventual chapa alternativa ao atual governo. O movimento seria pragmático: somar capital político, reduzir fragmentação e apresentar alternativa organizada.
Nada está formalizado. Mas a conversa existe.
Nádia e o jogo do Senado
O nome da deputada Nádia Battocchio também circula nas discussões para compor cenário majoritário. O desenho dependerá diretamente de como o campo conservador se reorganiza e de quais partidos optam por autonomia ou alinhamento.
A multiplicidade de nomes para uma única vaga amplia incerteza e força negociações cruzadas.
Governador e MDB: aproximação estratégica
O governador Jorginho Mello mantém diálogo ativo com lideranças do MDB. O partido vive momento de definição interna: alinhar-se ao governo ou buscar protagonismo próprio.
Para o Executivo, ampliar base e reduzir risco de oposição estruturada é movimento natural. Para o MDB, a decisão é matemática: onde há maior viabilidade eleitoral?
Essa negociação pode redefinir não apenas o Senado, mas o desenho da eleição ao governo.
O Senado como centro gravitacional
Tudo converge para a mesma conclusão: a eleição de 2026 em Santa Catarina está sendo organizada a partir da disputa ao Senado. Diferentemente de ciclos anteriores, o cargo virou eixo estruturante de alianças, rompimentos e reaproximações.
A fragmentação do campo conservador, as negociações com MDB e a possível redefinição de candidaturas mostram um cenário menos previsível do que parecia semanas atrás.
Santa Catarina entra oficialmente em fase de pré-campanha intensa.
As decisões tomadas agora moldarão o equilíbrio político dos próximos anos.






















