Uma visita da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil a uma escola da zona rural de Joinville transformou a vida de Erick Swolkin, hoje com 35 anos. Sem nunca ter tido contato com o balé, o menino que cresceu andando a cavalo e ajudando a tocar o gado tornou-se bailarino profissional, integrou por dez anos o tradicional Teatro Bolshoi, na Rússia, e atualmente dança na principal companhia de balé de Berlim, na Alemanha.
Natural de São Paulo, Erick mudou-se ainda criança para o distrito de Pirabeiraba, em Joinville, após o pai aceitar uma proposta de trabalho em Santa Catarina. Aos 9 anos, assistiu a uma apresentação da Escola Bolshoi em sua escola e decidiu participar do processo seletivo. “Eu nunca tive contato com a dança. Eu andava a cavalo, vivia correndo no pasto, a gente tocava boi. A ideia daquela região era ir para a escola agrícola, e não se tornar bailarino”, relembrou. Segundo ele, o apoio da família foi decisivo para seguir na carreira.
O bailarino ingressou na Escola do Teatro Bolshoi no Brasil em 2001. Após a formação, passou três anos na Cia Jovem Bolshoi Brasil e, em 2011, foi aprovado em uma audição para bailarinos estrangeiros do Teatro Bolshoi, em Moscou. Entre 2012 e 2022, integrou o corpo de baile da companhia russa, considerada uma das mais prestigiadas do mundo. Desde 2022, atua no Staatsballett Berlin, principal companhia de dança da capital alemã.
Para Erick, a escola foi responsável por abrir portas que jamais imaginava alcançar. “A escola me abriu uma janela para o mundo. Hoje eu conheço o mundo inteiro graças à dança. Eu sou uma pessoa que já poderia ter parado de trabalhar graças à dança, mas eu amo tanto o que faço que continuo sempre explorando cada vez mais”, afirmou.
A trajetória do bailarino foi celebrada durante o Encontro de Egressos da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, realizado na última quinta-feira (23), em Joinville, durante o Festival de Dança. Ao longo de 26 anos, a instituição já formou mais de 500 bailarinos, dos quais 73% atuam profissionalmente em 29 países distribuídos pelos cinco continentes.


























