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Senado aprova acordo comercial entre Mercosul e União Europeia após quase 30 anos de negociações

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O Senado aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira (4), o acordo provisório de comércio entre o Mercosul e a União Europeia, encerrando quase três décadas de negociações entre os dois blocos. O texto prevê a redução de tarifas para 91% dos produtos importados pelo Mercosul e 95% dos produtos importados pela UE. O decreto legislativo que ratifica o acordo ainda precisa ser promulgado pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre.

A relatora da proposta, Tereza Cristina (PP-MS), afirmou que o acordo envolveu concessões, mas pode gerar benefícios concretos ao país, como ampliação do comércio e novas oportunidades econômicas. O presidente da Comissão de Relações Exteriores, Nelsinho Trad (PSD-MS), classificou a aprovação como um momento histórico, com potencial para atrair investimentos, gerar empregos e ampliar as exportações brasileiras.

Durante a votação, senadores destacaram a necessidade de mecanismos de proteção à produção nacional. O governo publicou o Decreto 12.866/2026 com salvaguardas para garantir instrumentos de defesa comercial caso importações europeias prejudiquem setores brasileiros. Entre os produtos considerados sensíveis estão carne bovina, aves, açúcar, arroz e mel.

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Segundo dados oficiais, Mercosul e União Europeia somam cerca de 718 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto combinado de aproximadamente US$ 22,4 trilhões. A União Europeia é atualmente o segundo principal parceiro comercial do Brasil, com cerca de US$ 100 bilhões em comércio de bens. A entrada em vigor do acordo depende da ratificação pelos parlamentos dos países envolvidos e da comunicação formal entre os blocos.

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