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Safra recorde de café pressiona preços e muda cenário internacional

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A expectativa de uma safra recorde de café no Brasil e o avanço da colheita nas principais regiões produtoras começam a reduzir a pressão de alta sobre os preços internacionais. O aumento da oferta brasileira muda o cenário após anos de valorização impulsionada pela menor disponibilidade do produto.

No Cerrado Mineiro, uma das principais regiões produtoras de arábica do país, a colheita já alcança entre 10% e 15% da área prevista. A Expocacer projeta uma produção de 2,859 milhões de sacas de 60 quilos, com produtividade média de 39,5 sacas por hectare, crescimento próximo de 40% em relação ao ciclo anterior.

Segundo o levantamento da cooperativa, 57% dos frutos avaliados estão no estágio cereja, considerado ideal para a colheita e importante para garantir maior qualidade aos grãos. As condições climáticas favoráveis e a maturação uniforme reforçam a expectativa de uma safra volumosa.

A maior oferta também impactou as cotações. Na Bolsa de Nova York, os contratos de café arábica acumulam queda de 18% entre maio e a primeira quinzena de junho, enquanto no mercado interno a retração chegou a 21%, com a saca negociada em torno de R$ 1.383.

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A produção brasileira é estimada em cerca de 72 milhões de sacas, um dos maiores volumes da história. Apesar da perspectiva de preços mais pressionados, o setor mantém atenção sobre o clima, principalmente diante dos riscos de irregularidade das chuvas e possíveis impactos nas próximas safras.

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