O Brasil deverá colher 5,8 milhões de toneladas de trigo em 2026, queda de 26,2% em relação à safra anterior, segundo estimativa da Conab. A redução da produção deve ampliar a dependência de importações, em um cenário de menor área plantada, queda de produtividade e riscos climáticos.
A área cultivada recuou 20,4%, para 1,95 milhão de hectares, enquanto a produtividade média deve cair 7,2%. A Conab atribui parte da retração aos preços recebidos pelos produtores nas últimas safras, aos custos de produção e à concorrência do trigo importado.
Com consumo interno estimado em 12 milhões de toneladas, mais que o dobro da produção prevista, o país deverá importar cerca de 7,1 milhões de toneladas. Estimativas do mercado, porém, apontam que as compras externas podem se aproximar de 9 milhões de toneladas, o que representaria um recorde.
A menor oferta nacional pode sustentar os preços do trigo de melhor qualidade, mas o resultado final da safra ainda dependerá das condições climáticas. A previsão de chuvas mais intensas no Sul durante a primavera, especialmente no Rio Grande do Sul, aumenta o risco de doenças e de perdas na qualidade do cereal.



















