A deputada federal Rosa Neide (PT) defendeu a manutenção do Bolsa Família e rebateu críticas de que o programa desestimula a busca por emprego. Em coletiva nesta terça-feira (13), a parlamentar afirmou que a transferência de renda é essencial para combater a fome e garantir condições básicas de sobrevivência, especialmente em Mato Grosso, onde o crescimento econômico convive com a desigualdade social.
Segundo a deputada, o PT não defende a permanência indefinida dos beneficiários na assistência social, mas considera o auxílio necessário para famílias em situação de vulnerabilidade. “R$ 600 é um recurso que uma mãe usa para comprar o leite e o pão do filho. E a gente quer realmente que as pessoas saiam da assistência”, afirmou. Ela também citou os efeitos históricos do programa no Nordeste, com avanços na educação e na atividade econômica.
Rosa Neide contestou o argumento de que o benefício desestimula a formalização do trabalho e atribuiu o problema à baixa remuneração. Ao comparar o valor recebido por trabalhadores com as despesas mensais, afirmou que a renda do emprego nem sempre é suficiente para assegurar condições dignas de vida. “Então, ter Bolsa Família no Brasil é uma condição de não passar fome”, disse.
A parlamentar também ressaltou que a gestão do programa envolve os governos federal, estaduais e municipais. Segundo ela, enquanto a União realiza os pagamentos, as prefeituras têm papel na execução e no acompanhamento dos beneficiários. Rosa Neide afirmou que há rotatividade no cadastro, com famílias deixando de receber o auxílio quando superam a situação de vulnerabilidade, e concluiu que o objetivo é garantir que a população não passe fome.





















