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R$ 400 mil levados do Sicredi: Quadrilha contava com apoio interno e logística interestadual

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A ação ousada que chocou o interior de Mato Grosso de criminosos que invadiram uma agência do Sicredi em Brasnorte, na manhã da última quinta-feira (31), resultou na soma de  aproximadamente R$ 400 mil em espécie. O valor foi arrancado de cofres e caixas eletrônicos enquanto funcionários e clientes eram rendidos sob a mira de armas.

O assalto desencadeou uma operação policial de grande porte. Quatorze suspeitos já foram capturados, incluindo executores, operadores da logística do crime e até dois policiais militares que teriam facilitado a fuga. No entanto, o paradeiro do dinheiro segue sendo um mistério, e a Polícia Civil continua em busca do montante milionário.

Entre os detidos, estão dois nomes que escandalizaram a população: os policiais militares Anderson de Amaral Rodrigues e Alan Carvalho da Silva, apontados como parte do esquema criminoso. Também foram presos no município Edson da Silva Moura, Alex de Menezes Correa, Fabricio da Silva Lima e Valdemar do Nascimento Alves. O envolvimento de agentes da própria segurança pública reforça a gravidade do caso, que segue sob investigação.

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Outros seis suspeitos foram capturados no município de Vilhena, em Rondônia. São eles: Osvaldo Pereira de Souza, Rodrigo da Silva Lucena, Cristhian Ribeiro Galvão, Eduardo José Lopes de Moraes, Luiz Carlos da Silva Júnior e Lucas Vinícius de Amorim da Silva.

Segundo a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), o grupo articulou o assalto durante um período de 20 dias. A execução começou ainda na terça-feira (29), dois dias antes da investida contra o banco, quando os criminosos roubaram uma caminhonete Hilux — usada como peça-chave na ação.

As investigações também revelam um dado que chama atenção: entre os envolvidos, há pelo menos dois ou três empresários com atuação em Brasnorte, o que sugere a participação de pessoas com influência local no esquema criminoso.

Relembre o caso

O assalto à agência do Sicredi em Brasnorte ocorreu na manhã de 31 de julho. Quatro criminosos armados invadiram o local, renderam funcionários e clientes, e fugiram com o dinheiro dos cofres e caixas eletrônicos, usando uma caminhonete Hilux roubada dias antes. Durante a fuga, levaram dois reféns, que foram libertados em Juína. Em seguida, o grupo retornou a Brasnorte, abandonou o veículo e seguiu em um HB20 até Vilhena (RO), onde se esconderam em um hotel.

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A Polícia Civil localizou os assaltantes em um hotel, mas eles conseguiram fugir com a ajuda do recepcionista e se esconderam em uma casa. O HB20 usado na fuga foi escondido em uma oficina do irmão do recepcionista. Com apoio da Polícia Civil de Rondônia, a GCCO prendeu sete suspeitos, incluindo dois que participaram diretamente do roubo, o motorista do HB20, o recepcionista, o dono da oficina e dois envolvidos na logística. As investigações levaram à prisão de outros seis em Brasnorte, entre eles mais dois executores do assalto, dois da logística e dois policiais militares que ajudaram na fuga.

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