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R$ 2 bilhões do Banco Master ainda não foram sacados no FGC

A Reag, liquidada pelo BC em janeiro, é investigada na Operação Compliance Zero por fraudes que inflavam artificialmente o patrimônio do Master. A venda do restante das cotas foi concluída em fevereiro de 2025 à PHB Holding. (Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil)

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Seis meses após a liquidação do Banco Master, cerca de R$ 2,2 bilhões ainda não foram resgatados por clientes e investidores junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A instituição financeira foi liquidada pelo Banco Central do Brasil em novembro de 2025, após uma crise de liquidez que impediu o banco de honrar compromissos financeiros. O ex-controlador da instituição, Daniel Vorcaro, está preso.

Até agora, o FGC já pagou quase R$ 40 bilhões em garantias a mais de 915 mil credores do Banco Master e de empresas ligadas ao grupo. Mesmo assim, milhões de pessoas ainda podem solicitar o ressarcimento. Segundo o FGC, o pedido deve ser feito pelo aplicativo oficial da entidade, com cadastro de CPF, biometria e indicação de conta bancária para recebimento. Clientes do Will Bank com menos de R$ 1 mil a receber precisam solicitar o valor diretamente pelo aplicativo do banco digital.

O advogado Marcos Rafael Marinho Reis, que tinha cerca de R$ 60 mil investidos em títulos de renda fixa do Banco Master, contou que conseguiu recuperar o dinheiro rapidamente após fazer a solicitação em janeiro. “Eu investi lá exatamente porque tinha um rendimento aparentemente bom, mais alto que o mercado. E, na verdade, não se sustentou”, afirmou.

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O economista Mauro Rochlin, da Fundação Getulio Vargas, destacou que o FGC garante proteção principalmente ao pequeno investidor, com cobertura de até R$ 250 mil por CPF e instituição financeira. Para ele, o caso serve de alerta sobre investimentos com promessas de rentabilidade elevada.

“Quando a gente vê taxas de retorno elevadíssimas, absurdas, e não é raro isso acontecer, é muito provável que algum risco muito agudo esteja associado a essa oportunidade. A rentabilidade é exagerada, desconfie”, alertou o economista.

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