Projeto que prevê R$ 2 milhões por mês para abastecimento e saneamento continua fora da pauta
A tentativa da Prefeitura de Várzea Grande de reforçar o caixa para enfrentar a crise no abastecimento de água esbarrou, mais uma vez, na Câmara Municipal. O presidente da Casa, Wanderley Cerqueira (MDB), decidiu não incluir na pauta o projeto que prevê o repasse de R$ 2 milhões mensais para os serviços de água e esgoto.
A proposta está em tramitação desde abril e prevê até R$ 16 milhões em recursos. O dinheiro seria utilizado para cobrir despesas operacionais e ajudar a manter os serviços funcionando diante das dificuldades enfrentadas pelo município.
Para o líder da prefeita Flávia Moretti, vereador Rogerinho da Dakar (PSDB), a aprovação é necessária para que a Prefeitura tenha condições de agir. A avaliação é de que, sem a autorização legislativa, o município fica impedido de direcionar os recursos para amenizar os problemas que atingem diretamente a população.
Wanderley Cerqueira, no entanto, preferiu adiar a decisão. O presidente afirmou que o projeto ainda precisa ser melhor discutido antes de entrar em votação, apesar de a matéria já estar há meses no Legislativo.
O texto estabelece que os recursos tenham destino específico e não possam ser utilizados para outras finalidades. A intenção é garantir que o dinheiro seja aplicado exclusivamente no custeio dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário.
A proposta também prevê mecanismos de controle interno e transparência, com a obrigação de permitir o acompanhamento e a rastreabilidade dos gastos realizados pelo município.
Enquanto o projeto não avança, os R$ 16 milhões continuam no papel e a solução para reforçar os serviços de água e esgoto permanece dependendo de uma nova discussão entre os vereadores. Para a Prefeitura, cada mês de espera representa mais tempo sem os recursos previstos para enfrentar um dos problemas mais sensíveis de Várzea Grande.
Com informações da Assessoria.






























