A ex-secretária adjunta de Saúde de Mato Grosso Caroline Campos Dobes afirmou, após depor à CPI da Saúde da Assembleia Legislativa, que as suspeitas relacionadas à sua gestão já foram analisadas pela Justiça. Em coletiva nesta quarta-feira (26), ela disse que apresentou documentos ao Judiciário e que não chegou a responder como ré em processos criminais ligados às acusações.
“Nenhum ato de autoridade, num processo tão sensível como esse, pode ser considerado desnecessário. Inclusive, eu até agradeci na CPI a oportunidade de ter, num momento técnico, sóbrio, democrático, podido trazer tudo o que aconteceu, que não havia sido divulgado ainda da forma como precisa ser divulgado”, declarou.
Caroline também rejeitou a forma como afirma ser retratada publicamente e defendeu projetos implementados durante a pandemia. “Não sou a ‘mulher da SES’ de forma pejorativa, como divulgam. Os trabalhos que eu fiz sempre foram em favor da sociedade”, disse. Segundo ela, cerca de 70 questionamentos foram respondidos durante a oitiva, que classificou como uma oportunidade para apresentar sua versão e documentos sobre a gestão.
A CPI, presidida pelo deputado Wilson Santos (PSD), investiga suspeitas de fraudes, desvios e irregularidades em contratos da Secretaria de Estado de Saúde entre 2019 e 2025, incluindo negócios firmados durante a pandemia e pagamentos considerados suspeitos. Na próxima quarta-feira (2), os deputados devem ouvir o ex-secretário Gilberto Figueiredo, cuja gestão também está entre os focos da apuração. Ao deixar a comissão, Caroline afirmou estar “no limite” após anos de exposição pública e pediu compreensão dos jornalistas para novos questionamentos.


















