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Instagram é rede mais usada por candidatos nas eleições

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Três em cada quatro candidatos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informaram ao menos um perfil no Instagram para uso durante a campanha eleitoral de 2026. Levantamento com dados atualizados até quarta-feira (26) mostra que 15.458 candidaturas, ou 74% do total, declararam endereço na plataforma, enquanto cerca de 13% não registraram nenhuma rede social ou site eleitoral.

O Facebook aparece em segundo lugar, com 10.117 candidatos, equivalentes a 49% das candidaturas. O TikTok vem na sequência, com 5.035 registros, ou 24%. Também foram identificados endereços no YouTube, WhatsApp, X, Telegram, LinkedIn, Pinterest, Threads e Kwai, entre outras plataformas.

A presença das redes sociais nas campanhas aumentou em relação à eleição de 2022. Naquele ano, 46% dos candidatos haviam informado ao TSE pelo menos uma conta no Instagram, enquanto 42% declararam perfil no Facebook. O X, por sua vez, havia sido informado por 12% das candidaturas.

Plataformas menos populares aparecem em números reduzidos. GETTR e Bluesky tiveram nove registros cada, enquanto Twitch e Deezer foram informados por cinco candidatos. A Truth Social, criada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apareceu apenas uma vez. Também foram registrados perfis no Spotify, Tinder e plataformas acadêmicas como Lattes e ORCID.

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Entre os partidos, o Novo tem o maior percentual de candidaturas que informaram ao menos uma das redes analisadas, seguido por MDB e Podemos. O Instagram foi declarado por mais da metade dos candidatos de 26 legendas, enquanto o Facebook alcançou esse patamar em 12 partidos.

Na outra ponta, nenhum candidato do PCO informou perfil nas redes sociais consideradas no levantamento, embora todas as candidaturas tenham registrado ao menos um endereço eletrônico, correspondente ao site oficial do partido. PSTU, Democracia Cristã e Missão aparecem entre as legendas com menor proporção de candidatos presentes nas plataformas, todas abaixo da metade.

A legislação eleitoral determina que os candidatos informem, no registro de candidatura, os endereços de sites, blogs, redes sociais, serviços de mensagens e aplicações semelhantes que já utilizem. Segundo o jurista Renato Ribeiro, a regra não estabelece uma lista fechada de plataformas para acompanhar o surgimento de novas tecnologias e também alcança canais públicos em aplicativos como Telegram e WhatsApp.

A ausência de um endereço não leva automaticamente ao indeferimento da candidatura ou à cassação. Porém, se o perfil omitido for usado para propaganda eleitoral, o candidato pode responder por propaganda irregular e receber multa de R$ 5 mil a R$ 30 mil. Os dados do levantamento ainda podem mudar com novos registros, correções e decisões da Justiça Eleitoral.

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