MATO GROSSO

Investigação sobre especuladores

PT vai coletar assinaturas para CPI investigar especuladores que ganharam com anúncio das tarifas de 50% dos EUA às exportações brasileiras

Lindbergh aposta em fim da escala 6x1 e tarifa zero como bandeiras para 2026.(Foto: Marina Ramos / Agência Câmara)

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De acordo com o líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias, o objetivo é apurar o “escândalo financeiro internacional envolvendo aliados de Trump e Bolsonaro”; segundo ele, esse caso precisa ser “alvo de pedido de CPMI no Congresso Nacional”.

 

Por Humberto Azevedo

 

O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), anunciou na noite desta quarta-feira, 23 de julho, que vai coletar assinaturas para constituir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com a finalidade de investigar os especuladores que ganharam dinheiro no mercado financeiro com o anúncio das tarifas de 50% pelos Estados Unidos da América (EUA) às exportações brasileiras prometidas pelo presidente daquele país, Donald Trump, para o mês de agosto.

 

De acordo com o líder dos deputados petistas, o objetivo é apurar o “escândalo financeiro internacional envolvendo aliados de Trump e Bolsonaro”. Segundo ele, esse caso precisa ser “alvo de pedido de CPMI no Congresso Nacional”. Lindbergh aponta que a revelação de que mais de R$ 6,6 bilhões foram movimentados nas Bolsas de Valores brasileira em operações atípicas e suspeitas realizadas com informações privilegiadas poucas horas antes do anúncio do tarifaço prometido por Trump “acende um grave alerta sobre a existência de uma aliança internacional de ataque à soberania do Brasil com motivação política, finalidade golpista e ganhos financeiros escusos”.

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“Segundo denúncia veiculada pelo ICL Notícias, grandes grupos financeiros como BGC (do atual secretário de comércio do governo Trump, Howard Lutnick), BTG Pactual e Tullett Prebon estariam entre os operadores que lucraram com a queda previsível dos ativos brasileiros provocada pelas sanções norte-americanas. É inadmissível que, enquanto o povo brasileiro enfrenta os efeitos econômicos da retaliação imposta pelo governo Trump, aliados de Jair e Eduardo Bolsonaro estejam lucrando com a desvalorização do Brasil. Há fortes indícios de que setores do bolsonarismo estariam atuando para sabotar o país do exterior, em articulação com interesses estrangeiros hostis, com o objetivo de desestabilizar o governo democraticamente eleito e enfraquecer o Estado brasileiro”, comentou o petista fluminense.

 

“A participação de Eduardo Bolsonaro e de seu aliado Paulo Figueiredo, neto do último ditador da ditadura militar brasileira, aprofunda ainda mais o escândalo. Ambos atuaram abertamente nos Estados Unidos defendendo as sanções contra o Brasil, articulando junto a setores do governo Trump e pressionando por medidas que prejudicam diretamente a economia e a imagem internacional do país. Em vez de defender os interesses nacionais, Eduardo e Figueiredo agiram como lobistas contra a própria pátria, revelando um alinhamento vergonhoso com forças estrangeiras hostis e transformando o golpismo em estratégia de desestabilização econômica e ganho político pessoal”, complementa Farias.

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“Diante da gravidade dos fatos, parlamentares comprometidos com a soberania nacional anunciarão, no retorno do recesso, a reunião de assinaturas para a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI). O objetivo será apurar em profundidade a origem das operações financeiras realizadas às vésperas das sanções, identificar eventuais crimes financeiros e de traição à pátria, e expor os vínculos entre operadores do mercado e agentes políticos ligados ao bolsonarismo e à extrema direita internacional. O Congresso Nacional não pode se omitir diante da possibilidade de que crimes de guerra híbrida, manipulação financeira e conspiração contra a economia brasileira estejam sendo cometidos com envolvimento direto de quem deveria defender os interesses do país”, finalizou Lindbergh.

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