MATO GROSSO

Primeira formação da Câmara de Boa Esperança do Norte tem disputas, feriado polêmico e estrutura precária

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A instalação da primeira legislatura da Câmara Municipal de Boa Esperança do Norte foi marcada por embates intensos entre a base do prefeito Calebe Francio (MDB) e a oposição liderada pela vice-presidente Danielly Peters (DC). A disputa começou na formação da mesa diretora e se estendeu à definição do feriado municipal, com acusações de imposição e roubo de projeto.

A oposição, que apoia o candidato derrotado Demétrio Cavlak Garcia (DC), acusa os cinco vereadores da base do prefeito de tentar impor uma mesa única. “Foi preciso ameaçar montar outra chapa para mostrar à população que não vamos aceitar a imposição”, afirmou Danielly. A tensão aumentou com o projeto de lei que definiu o aniversário da cidade: enquanto a oposição defendia o dia 15 de junho, com base em registros históricos, a base aprovou o dia 29 de março. “Mesmo sabendo que cai na Quaresma, insistiram nessa data”, lamentou a vice-presidente.

Sem prédio próprio, as sessões ocorrem em um salão alugado por R$ 12 mil, em frente à Praça Central. Os vereadores atendem moradores em suas casas, cafés ou onde for possível. “Não deixamos de atender ninguém”, afirma a vereadora Rayara Faleiros (PL). A situação evidencia a urgência por uma sede oficial.

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O orçamento do Legislativo gira em torno de R$ 300 mil mensais, cerca de 6% dos R$ 55 milhões do município. Segundo o presidente da Câmara, Marcão (MDB), a construção de uma sede própria depende de articulação política e emendas parlamentares.

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