A investigação sobre o assalto à agência do Sicredi, em Brasnorte, já resultou na prisão de 14 suspeitos — entre eles, dois policiais militares e dois empresários. De acordo com as informações preliminares, os PMs tinham a função de simular uma troca de tiros durante a ação criminosa para despistar as autoridades e retardar a chegada de reforço, mas acabaram não agindo, alegando posteriormente “falta de coragem”.
O secretário de Segurança Pública de Mato Grosso, coronel César Roveri, afirmou em coletiva, nesta segunda -feira (4) que o sucesso da operação que levou à prisão de diversos envolvidos no assalto só foi possível graças à atuação integrada das forças de segurança do Estado. A maioria dos suspeitos já estavam atrás das grades em menos de 48 horas — incluindo tanto os que participaram diretamente do roubo quanto aqueles que prestaram apoio logístico à quadrilha.
O delegado Sued Dias Júnior, da divisão de roubo a banco da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), revelou que o projeto para roubar o banco começou foi arquitetado há pelo menos 20 dias antes do ocorrido.
As prisões fazem parte de uma força-tarefa policial que desmonta, passo a passo, a estrutura do grupo criminoso responsável pelo assalto ocorrido no dia 31 de julho. As informações surgiram a partir do depoimento de uma colaboradora da investigação, que revelou que o marido — um dos detidos em Rondônia — contou detalhes do plano, incluindo o envolvimento dos policiais e dos empresários, demonstrando o alto nível de articulação da quadrilha.
Segundo os autos, os dois policiais militares envolvidos no assalto à cooperativa tinham um papel estratégico dentro do plano criminoso.
“Os referidos policiais teriam a função de simular uma troca de tiros com os criminosos, mas, conforme seu relato, acabaram apenas observando a ação, sem agir por falta de coragem”, afirma o boletim de ocorrência.
Ainda de acordo com as investigações, os nomes dos militares foram identificados como sargento Amaral e cabo Carvalho, ambos lotados no município de Brasnorte. Os dois foram presos e, posteriormente, tiveram a prisão convertida em preventiva pela Justiça Militar, reforçando a gravidade da acusação que recai sobre eles.


































