Durante a passagem relâmpago do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por Cuiabá, nesta quinta-feira (14), os bastidores políticos possivelmente se alinhavam. Cotado como candidato à Presidência da República, Tarcísio recebeu elogios públicos e sinalizações de aliança do vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos).
“O governador Tarcísio é um grande brasileiro. Nós às vezes conversamos. Ele tem demonstrado também interesse em nos apoiar aqui em Mato Grosso. Fomos bem afinal”, revelou Pivetta, deixando no ar uma possível aproximação estratégica com o nome que vem ganhando força no cenário nacional.
Nos corredores da política, o gesto foi visto como um sinal claro de articulações para 2026 — tanto em nível estadual quanto federal.
Ao ser questionado sobre o plano do governo federal para conter os efeitos do “tarifaço” dos EUA — com R$ 30 bilhões em crédito e ajustes — o vice-governador Otaviano Pivetta foi direto e duro: “É um curativo no ferimento. Curativo tem que trocar todo dia. O governo coloca isso como uma espécie de esmola e não resolve nada”, afirmou.
Sobre os rumores de empresas já enfrentando férias coletivas e até fechamento, Pivetta admitiu que Mato Grosso ainda está “estudando e entendendo” a gravidade do problema, e que o governador Mauro Mendes pode anunciar alguma medida nos próximos dias.
Quanto ao valor que o estado deve receber, Pivetta jogou um balde de água fria: “Acho que seja R$ 60 milhões. Isso dá a ideia do tamanho da ajuda do governo federal. É um curativo, como eu falei, um pequeno curativo”, finalizou.



































