A disputa pelo Palácio Paiaguás começa a ganhar ares de confronto aberto, com declarações que deixam pouca margem para neutralidade e muita para tensão política. O que antes era tratado como possível alinhamento entre grupos agora se desenha como um embate prestes a explodir no cenário eleitoral de Mato Grosso.
Em meio a esse clima, o vice-governador Otaviano Pivetta falou à imprensa nesta quinta-feira ( 19) e deixou claro que joga em duas frentes e mantém a porta aberta para uma aliança com o PL, mas não hesitará em seguir caminho próprio caso não haja acordo.
Com um discurso direto e sem rodeios, Pivetta afirmou que está se preparando para liderar a candidatura de seu grupo. A mensagem foi clara e estratégica: a composição é possível, mas não indispensável. Se não houver entendimento, a disputa acontecerá — e sem qualquer recuo.
Enquanto isso, o senador Wellington Fagundes já ocupa posição de destaque como pré-candidato do PL ao governo estadual. Fortalecido pelo apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro, ele entra na corrida com respaldo político significativo e disposição para enfrentar qualquer adversário.
Nos bastidores, porém, surgem versões conflitantes. Fagundes revelou que Pivetta teria buscado apoio do PL em Brasília, numa tentativa de viabilizar uma candidatura única no estado e, assim, evitar um confronto direto nas urnas.
A reação foi imediata e contundente. O senador criticou duramente a proposta, afirmando que a insistência em uma candidatura única representa uma tentativa de imposição política. Segundo ele, essa estratégia ignora o diálogo com a população e fere princípios democráticos.
Encerrando o tom de embate, Fagundes destacou que o partido já tem um rumo definido sob a liderança de Valdemar Costa Neto. Com posições cada vez mais rígidas dos dois lados, o cenário aponta para uma disputa intensa, marcada por estratégia, tensão e um jogo político que promete dominar os próximos capítulos da corrida eleitoral em Mato Grosso.
































