A Polícia Federal apontou, em relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro atuou para beneficiar o Grupo Refit, do empresário Ricardo Magro. Os dois foram alvos da Operação Sem Refino, deflagrada nesta sexta-feira (15), que investiga fraudes bilionárias, lavagem de dinheiro e corrupção no setor de combustíveis.
Segundo a decisão do ministro Alexandre de Moraes, as investigações revelam um “retrato da cooptação integral do Estado do Rio de Janeiro pela Refit”. Castro foi alvo de mandado de busca e apreensão, enquanto Ricardo Magro teve a prisão decretada.
De acordo com a PF, o então governador promoveu mudanças estratégicas no alto escalão do estado para favorecer os interesses do grupo. O relatório cita a exoneração do ex-secretário da Fazenda Leonardo Lobo, após alertas sobre o esquema, e a nomeação de Juliano Pasqual, considerado alinhado à Refit. A investigação também aponta mudanças na Procuradoria-Geral do Estado para facilitar renegociações de dívidas bilionárias da empresa.
A defesa de Cláudio Castro afirmou que foi surpreendida com a operação e declarou que o ex-governador está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos. Já a defesa de Ricardo Magro não foi localizada até a última atualização do caso.


































