A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (1º) um aumento superior a 50% no preço médio do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras, medida que impacta diretamente os custos operacionais das companhias aéreas. O reajuste reflete a alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada pelo conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Especialistas estimam que os gastos para transportar um passageiro por quilômetro podem subir cerca de 20%, já que quase metade dos custos das aéreas é com o QAV. O impacto sobre o preço das passagens deve variar entre 10% e 20%, com cenário mais provável próximo de 15%, podendo reduzir a demanda de passageiros em magnitude semelhante.
A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) alertou que o aumento do combustível, somado à alta de 9,4% em março, eleva para 45% a participação do QAV nos custos operacionais, afetando a abertura de novas rotas e a oferta de serviços.
Para suavizar os efeitos, a Petrobras anunciou parcelamento do reajuste em seis vezes a partir de julho, enquanto o governo avalia medidas como redução temporária de tributos sobre o QAV, diminuição do IOF em operações financeiras das aéreas e corte do Imposto de Renda sobre leasing de aeronaves. Outra proposta em estudo é criar uma linha temporária do Fundo Nacional da Aviação Civil (Fnac) para compra de QAV.
O Ministério da Fazenda afirmou que acompanha continuamente o cenário internacional e avaliará eventuais medidas de forma responsável e em conformidade com os marcos fiscais vigentes.













