O cantor, compositor e ativista Pedro Ortaça morreu na madrugada desta sexta-feira (29), aos 83 anos, em Ijuí, no Rio Grande do Sul. Último representante vivo do grupo Tronco Missioneiro, o músico estava internado no Hospital de Clínicas de Ijuí e não resistiu após sofrer três paradas cardiorrespiratórias. As informações são do g1.
Natural de São Luiz Gonzaga, Ortaça havia passado por um procedimento cirúrgico na quinta-feira (28) e foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Segundo familiares, o artista enfrentava problemas de saúde desde maio do ano passado, quando foi diagnosticado com pneumonia e edema pulmonar. Ele também convivia com diabetes e complicações vasculares.
Nos últimos meses, o quadro clínico do músico se agravou, levando à amputação da perna direita em fevereiro deste ano e, nesta semana, da outra perna. Nas redes sociais, a filha do cantor, Marianita Ortaça, homenageou o pai. “Ele sempre será o exemplo mais lindo de resiliência, coragem, força. Gratidão meu pai.”
Pedro Ortaça integrou o “Tronco Missioneiro” ao lado de Noel Guarany, Cenair Maicá e Jayme Caetano Braun. O grupo marcou a música nativista gaúcha ao valorizar a história das Missões Jesuíticas, com letras de crítica social e defesa das raízes culturais do Rio Grande do Sul.
Além da carreira artística, Ortaça também atuava em defesa das comunidades indígenas, destinando parte dos cachês de shows para ações de apoio às aldeias da região. Entre suas músicas mais conhecidas estão “Timbre de Galo” e “Bailanta do Tibúrcio”. A última gravação lançada pelo músico foi “Pena Guarany”, em parceria com o filho Gabriel Ortaça.

























