O processo de votação da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) sofreu mais um adiamento após o pedido de vista da deputada Janaina Riva (MDB), o que levou outros parlamentares a também solicitarem o adiamento coletivo. O presidente da Comissão de Fiscalização, deputado Carlos Avallone (PSDB), explicou que a solicitação partiu de Janaina, que busca analisar melhor o projeto e abrir espaço para negociações, principalmente sobre o reajuste salarial e outros pontos de seu interesse.
Avallone ponderou que, tecnicamente, o pedido de vista não seria necessário, já que a primeira votação não envolvia emendas. No entanto, a decisão prolongou a discussão política, com a expectativa de que o debate continue acirrado nas próximas etapas, especialmente quando o projeto retornar à pauta nesta quarta-feira (3). “A grande discussão vem na segunda votação, quando as emendas poderão ser apresentadas”, afirmou Avallone, prevendo que entre 300 e 400 emendas devem ser analisadas.
O impasse gira em torno da taxa de remanejamento de recursos entre pastas, um ponto crucial para o governo de Mauro Mendes, que defende a manutenção da margem histórica de 20%. Já os deputados, em sua maioria, tentam reduzir esse percentual para 5%. A votação da LOA 2026 havia sido programada para a última quarta-feira (26), mas o adiamento gerou um impasse político, que agora se estende para os próximos dias.
A proposta da LOA 2026, encaminhada pelo governo estadual, prevê uma receita líquida de R$ 39,8 bilhões, representando um crescimento de 4,66% em relação a 2025. O projeto deve seguir para a primeira votação nesta quarta-feira, mas a conclusão do processo, com análise das emendas, deve se estender para além deste ano.







































