MATO GROSSO

QUEBROU O SLILÊNCIO

Faissal afirma que atuação investigada fazia parte de seu trabalho como advogado e questiona seu suposto envolvimento; vídeo

Foto: Reprodução

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Alvo de mandado de busca e apreensão durante a Operação Gemini, da Polícia Federal, o deputado estadual Faissal Calil (PL) usou as redes sociais para se manifestar sobre a investigação que apura um suposto esquema de venda de sentenças envolvendo decisões judiciais em Mato Grosso. Em vídeo, o parlamentar afirmou que sua atuação no caso ocorreu exclusivamente na condição de advogado e negou qualquer prática ilícita.

 

Segundo Faissal, a investigação tem relação com a defesa de um cliente envolvido em uma longa disputa fundiária no município de Cláudia. O deputado destacou que possui 25 anos de atuação na advocacia, é especialista em Direito Agrário e atua em centenas de processos no Tribunal de Justiça e nos tribunais superiores.

 

“Fui alvo de busca e apreensão em minha residência por defender o direito de propriedade de um cliente que teve sua área injustamente invadida. Sou advogado há 25 anos, especialista em Direito Agrário, e fui contratado para atuar nesse caso em 2023. Tudo foi feito de forma regular, com contrato, emissão de nota fiscal e pagamentos devidamente declarados”, afirmou.

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O parlamentar explicou que o processo envolve uma área de aproximadamente 6 mil hectares adquirida por uma empresa madeireira ainda na década de 1980. De acordo com ele, a propriedade sofreu invasões ao longo dos anos, gerando diversas ações judiciais que resultaram em decisões favoráveis ao proprietário em diferentes instâncias da Justiça.

 

Faissal também ressaltou que o caso foi analisado por diversos desembargadores e ministros ao longo dos anos, produzindo uma série de decisões colegiadas favoráveis ao seu cliente. Segundo ele, não houve decisões monocráticas e a matéria já teria sido examinada inclusive por órgãos de controle do Judiciário.

 

“A mesma denúncia que agora aparece vinculada à operação já foi objeto de reclamação disciplinar no Conselho Nacional de Justiça e acabou arquivada. Além disso, existem diversos acórdãos e decisões colegiadas confirmando o entendimento adotado no processo. Não houve favorecimento individual nem qualquer interferência indevida”, declarou.

 

Na parte final do pronunciamento, o deputado afirmou estranhar a associação de seu nome a supostos benefícios indevidos mencionados nas investigações, como relógios de luxo e armamentos. “O que causa estranheza é ver meu nome ligado a fatos que não pratiquei, justamente em um período pré-eleitoral. Mesmo assim, estou tranquilo, colaborei com as investigações e confio no trabalho da Polícia Federal. Espero que tudo seja esclarecido o mais rápido possível”, concluiu.

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Veja vídeo:

 

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