O ex-secretário de Estado de Saúde e pré-candidato, Gilberto Figueiredo, subiu o tom ao comentar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga ações adotadas durante a pandemia da Covid-19 em Mato Grosso. Sem confirmar se comparecerá aos trabalhos da comissão, ele afirmou em entrevista à imprensa que ainda não foi oficialmente convocado, mas garantiu estar à disposição para prestar esclarecimentos quando for chamado.
Questionado sobre a possibilidade de a CPI ter motivação política, Gilberto não hesitou em responder. Para ele, a investigação ocorre em um momento distante da crise sanitária e carrega interesses que vão além da busca por respostas sobre a condução da pandemia.
“Depois de três anos de uma pandemia, querer agora, no ar-condicionado, na tranquilidade, no céu de brigadeiro, analisar decisões que foram tomadas no olho do furacão, quando cada minuto fazia diferença para salvar vidas, eu acho que é uma incongruência. Mas, na política, existe isso e eu estou à disposição”, afirmou.
O ex-secretário também classificou a movimentação como uma mistura de fatores políticos e eleitorais. Segundo ele, a própria condição de pré-candidato o transformou em um alvo maior dentro do debate público e das disputas políticas que antecedem as eleições.
“É oportunismo, de alguma forma, e também um palanque eleitoral, porque quem está à frente disso também é candidato. A partir do momento em que passo a ser pré-candidato, me torno um alvo maior do que era quando estava à frente da Secretaria de Saúde. Parece que apanho mais agora do que quando era secretário”, declarou.
Apesar das críticas, Gilberto afirmou estar tranquilo em relação às decisões tomadas durante o período mais crítico da pandemia. Ele ressaltou que atuou dentro dos limites da legislação e que não se arrepende das medidas adotadas enquanto comandava a pasta.
“Eu dei o máximo de mim e coloquei a minha vida em risco para salvar o maior número possível de pessoas. Tudo o que fiz foi baseado na legislação federal e estadual vigente. Não me arrependo de absolutamente nada”, completou.
Sobre o andamento da CPI, o ex-secretário disse que não tem acompanhado as audiências e afirmou que está concentrado em sua rotina profissional e em sua pré-campanha. Segundo ele, caberá aos deputados concluir as investigações e encaminhar os resultados que considerarem adequados após o encerramento dos trabalhos.


































